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23 DEZ
21h54

Fest Aruanda celebra participação feminina nesta edição comemorativa


Fest Aruanda celebra participação feminina nesta edição comemorativa
Representatividade é uma das palavras de ordem da edição do 15º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Com a presença de mulheres no júri, entre as homenageadas e nas mostras, a participação feminina é a maior nos 15 anos de história do festival e não deve parar de crescer.
 
“Temos mulheres que integram o júri nacional, duas cineastas homenageadas - Vânia Perazzo e Helena Solberg - e a presença feminina se estende por toda a programação. Tivemos o cuidado de olhar para isso, para a representatividade”, explica o curador do festival, Amilton Pinheiro.
 
De acordo com Amilton, a participação das mulheres vem crescendo a cada ano. “Procuramos ver a linguagem de cinema, quando nos deparamos com filmes de qualidade promovidos por mulheres, ficamos muito felizes. Não é uma cota, mas cinema feito por mulheres”, completa Amilton.
 
Diretoras - Entre as realizadoras paraibanas ele cita a diretora Ângela Gaeta do curta "Maracastelo Chegou"; Rayssa Prado, diretora do curta "A Pontualidade dos Tubarões", e Kalyne Almeida, diretora do longa "Aponta Pra Fé - Ou Todas as Músicas da Minha Vida" que participam das Mostras Competitivas de Curtas e Longas “Sob o Céu Nordestino”. A obra de Kalyne também integra a Mostra Competitiva Nacional.
 
Kalyne aponta que a arte precisa romper com o patriarcado e destaca a importância do Fest Aruanda nesse processo. “Temos mulheres trans, negras e negros no júri. A partir do momento em que isso acontece, coloca-se mais subjetividade, pois traz pessoas que não estavam inseridas na cena. Elas têm um olhar baseado em suas construções simbólicas para fazer o julgamento dos filmes, a partir dos seus referenciais de vida”, acredita.
 
Kalyne lembra que sofreu preconceito, mas também muito incentivo para trilhar seu sonho de ser cineasta. Emocionada ela revela a motivação para continuar: “Sem cinema, eu não sei viver, falo com o coração aberto. Me encontro como pessoa. Sofro muito preconceito por ser mulher e principalmente do meu estado, Paraíba, mas estamos aqui para produzir cinema e assim o faremos”, reitera.
 
Assim como Kalyne, a diretora Raysa Prado também comemora o crescimento da presença feminina não só nas mostras, mas em todos os ambientes do festival, como os painéis. “Torna o ambiente diferente, outras temáticas aparecem, outra narrativa, outro jeito de direção. O cinema paraibano e brasileiro só tem a ganhar”.
 
“Todo lugar que a mulher ocupa de liderança é conseguido muito pela garra e esforço e ter uma estrutura que possibilite isso, como o Fest Aruanda, que teve um olhar atento, fez com que os filmes fossem olhados igualmente. As obras feitas por mulheres são incríveis e não têm nada que as diferencie em qualidade técnica e profissional de realizações masculinas”, diz.
 
O Fest Aruanda continua nesta quarta-feira (16) com mais debates e sessões, além da solenidade de encerramento presencial, na sala MACRO XE, do Cinépolis Manaíra, como parte da programação híbrida, novidade nesta edição 2020.
 
Serviço:
15° Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro
Data: 10 a 17 de dezembro de 2020

Postado às 21h, por Cândido Nóbrega


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