Publicado em 22/11/2013 às 19:53

Promotor quer resolver problema da mobilidade urbana em Cabedelo através de TAC

Redutores de velocidade irregulares, transporte clandestino de passageiros e a absoluta insuficiência de paradas de ônibus entre os municípios de João Pessoa e Cabedelo, motivaram o promotor de justiça da cidade portuária, a esboçar um Termo de Ajustamento de Conduta para cumprimento da Lei de Mobilidade Urbana em relação ao transporte coletivo, a ser submetido ao governo do estado, DER e prefeitura de Cabedelo.

A decisão se deu após audiência ocorrida esta semana, diante das irregularidades encontradas, bem como do "jogo de empurra" das partes envolvidas, quanto, por exemplo, às 15 paradas de ônibus propostas pelo então prefeito de Cabedelo, Luceninha, a serem instaladas nos meses de janeiro, fevereiro e março do próximo ano, através da Nordeste Mídia. Segundo ele, embora  a competência seja do Estado, quem se responsabiliza pelos custos é o setor privado”.

Já o representante do DNIT, Reiner Rembrant entende que o órgão apenas autoriza esses pedidos, como os custos são de responsabilidade da prefeitura. Outro ponto a que não se chegou a consenso refere-se aos redutores de velocidades (quebra-molas) instalados  nas vias de passagem dos ônibus em desacordo com à Resolução 39/98 do Conselho Nacional de Trânsito, que proíbe a construção de lombadas nessas vias.

O superintendente da Semob de Cabedelo, Romildo Morais, alega que para implantação das lombadas eletrônicas antes tem que retirar as físicas e admitiu a impotência do órgão, que "trabalha 24 horas por dia", com poucos agentes, desarmados, sem a ajuda da Polícia Militar, para combater a depredação das paradas de ônibus e exploração do transporte clandestino de passageiros, que segundo o promotor Valério Bronzeado, "enfraquece o sistema de transporte público e deve ser exterminado completamente".