Publicado em 09/11/2017 às 09:27

Produtores de cana-de-açúcar se reúnem com ministro para buscar soluções que melhorem a situação da cadeia produtiva no País

Representantes da cadeia produtiva de cana-de-açúcar levarão para debater com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nesta quinta-feira, em Brasília, algumas questões que são importantes para melhorar a situação da cadeia produtiva do país. Entre elas destacam-se a publicação da medida provisória referente ao Renovabio – programa nacional de valorização do etanol nacional, o pedido para ampliar o prazo da Lei 13.340, que trata da liquidação do crédito rural e a intermediação junto aos órgãos ambientais para uma flexibilidade em relação às exigências de licenças ambientais, principalmente, no que diz respeito às áreas já cultivadas com cana-de-açúcar, a fim de que os produtores possam não apenas regularizar seus débitos, mas, também ter acesso aos créditos ofertados pelo sistema bancário.
 
A audiência que acontece a partir das 10h, no gabinete ministerial, será coordenada pelo presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Lima e contará com a participação da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) que, na ocasião, será representada pelo presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), José Inácio de Morais. A Organização dos Plantadores de Cana do Centro-Sul (Orplana) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) também serão representadas na audiência.
 
Realidade atual
 
“A atual remuneração do preço da cana é uma tragédia, algo em torno de R$ 75,00, quando o mínimo necessário para cobrir os custos de produção seria cerca de R$ 100,00. O produtor está descapitalizado, essa é uma triste realidade. Há credito no mercado, mas o produtor não tem acesso. Há intenção de aderir a liquidação de crédito rural e se beneficiar da nova lei federal, que permitiu descontos na liquidação de dívidas junto às instituições financeiras, mas o excesso de formalidade dificulta a negociação, tanto que isso se reflete no baixo índice de adesão que chega a 18% no BNB, apenas 10% no Banco do BB e 12% no BASA. Diante deste quadro, precisamos da intermediação do governo para sairmos desse triste contexto”, argumenta o presidente da Asplan, José Inácio.
 
“Vamos expor a situação e espero que o ministro tenha sensibilidade e um olhar diferenciado com esse setor que é vital para a economia nacional”, afirma José Inácio. Ele lembra que por conta desta baixa adesão à liquidação das dívidas, não por má vontade dos produtores, mas, pela atual situação de descapitalização do setor, os produtores vão pedir ao ministro que prorrogue a validade da lei Lei 13.340 que já vence em 27 de dezembro, para mais um ano, ou seja, dezembro de 2018.