Publicado em 09/11/2013 às 16:58

Taxistas cobram ações contra invasão de transportes clandestinos em João Pessoa

O presidente do Sindicato dos Taxistas da Paraíba, Antônio Henriques, cobrou da Semob as ações de combate ao transporte clandestino de passageiros propostas pela prefeitura de João Pessoa, quando da mobilização ocorrida em julho passado, que paralisou por várias horas o trânsito no centro da cidade. Ele não descarta um novo protesto nos próximos dias, diante da pressão que a categoria vem fazendo nesse sentido.

"Os taxistas estão com sua atividade profissional comprometida pela concorrência desleal e predatória dos transportes clandestinos que tomaram conta da cidade", afirmou, citando que diante da quase inexistente fiscalização, muitos o questionam se a lei só vale para Campina Grande, referindo-se à recente decisão do Tribunal de Justiça, que condenou a Superintendência de Trânsito daquela cidade a realizar fiscalização de forma contínua e eficiente, autuando e apreendendo esses veículos.


Fato público e notório

Segundo Antônio, outros questionam o fato público e notório de esse serviço ilegal continuar a ser explorado em pontos de grande movimentação, inclusive por condutores utilizando fardamento e práticas de cooperativa, a exemplo do estacionamento em frente ao terminal de integração, na antiga empresa "Empa", na avenida general Osório, ao lado da Eletropeças, bem como na frente e nos fundos do restaurante Cassino da Lagoa no Parque Solon de Lucena.

Outros pontos denunciados ao Sindicato são o estacionamento turistico existente na av. Getúlio Vargas, em frente ao edifício Caricé e por trás do INSS. "O mais grave é que além do centro, em quase todos os bairros da cidade, eles atuam impunemente, a exemplo de Mandacaru, Padre Zé, em frente à feira livre de Oitizeiro, Costa e Silva e Grotão. Nos conjuntos Valentina Figueiredo e Mangabeira funcionam praças com tendas de apoio, em frente à Igreja Católica - ao lado de uma praça de taxi - e na feira livre", relacionou.

Na maioria dos casos, a localização acintosa, ao lado de praças de táxis e pontos e terminais de ônibus, deixa o clima tenso junto aos profissionais do volante, que preferem não se identificar, com o receio de ser vítima de alguma violência por parte dos condutores dos clandestinos, "que utilizam armas e são agressivos até na disputa por passageiros entre eles mesmo".