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Cartórios de Protesto alertam para golpe “de pagamento” com uso de falsos documentos

Cartórios de Protesto alertam para golpe “de pagamento” com uso de falsos documentos

Um novo golpe, que usa dados pessoais reais e usa o brasão da República, tem preocupado os Cartórios de todo o país, inclusive da Paraíba. Desta vez, intimações de protesto de supostas dívidas são enviadas por fraudadores que se passam por Cartórios Nacionais de Brasília, usando uma nomenclatura que parece autêntica, mas que não existe, o de “Serviço Notarial de Títulos e Protesto”.

Outro remetente por onde o golpe é praticado é pelo site falso “cenaprot.com“. O documento vem sendo enviado pela empresa Cartório Nacional de Títulos e Protesto Ltda., com o nome fantasia Cartório Nacional de Títulos.

Segundo o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Paraíba, a fraude já prejudicou dezenas de pessoas, que pagaram as supostas dívidas a um Cartório falso. As intimações forjadas contam ainda com um DDD de contato de Brasília, referência a uma lei de Minas Gerais e selo de autenticidade do Estado de Goiás.

Como identificar fraudes

“Geralmente o cartório que faz a cobrança é o da comarca e envia uma intimação para pagamento no próprio Cartório ou via boleto emitido pelo cliente no site www.boletopb.com.br. Não existe cobrança de pagamento de título de outra comarca, muito menos de Brasília, nem são enviados boletos”, afirma o presidente do IEPTB-PB, Germano Toscano de Brito.

Ele recomenda que em caso de recebimento de intimação, seja por meio postal, seja eletrônico, a pessoa verifique a veracidade da notificação: acesse o site oficial https://www.protestoparaiba.com.br/ e consulte, de forma gratuita, pelo número do CPF ou CNPJ, ou telefone para o Cartório.

“Duvide quando houver a exigência de pagamento imediato, visto que, por lei, os devedores têm até três dias úteis para pagar o valor devido, após a intimação do Cartório”, alerta.

Germano Toscano lembra que é possível consultar o telefone do cartório por meio do site www.cnj.jus.br/corregedoria/justica_aberta e assim verificar a autenticidade do documento.

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