O presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto, comentou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que, por 6 votos a 3, considerou que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor tarifas amplas sobre importações com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Ele avalia que essa decisão terá impactos positivos também para o Brasil que sofreu com o tarifaço americano.
“A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos restabelece um importante equilíbrio institucional e traz maior previsibilidade ao comércio internacional. Para o setor sucroenergético brasileiro — especialmente para os produtores do Nordeste — essa sinalização é extremamente relevante, porque reduz o risco de medidas unilaterais que impactem diretamente sobre a Cota Americana de açúcar”, destacou.
Pedro Campos Neto lembrou que o chamado ‘tarifaço’ gerou forte apreensão no mercado, pois poderia comprometer a competitividade do açúcar brasileiro no mercado norte-americano, afetando contratos, planejamento de safra e a estabilidade econômica do setor. “A Cota Americana é estratégica para o Nordeste, uma vez que garante acesso preferencial ao mercado dos Estados Unidos, com impacto direto na geração de emprego, renda e divisas. Qualquer aumento abrupto de tarifas fragiliza esse equilíbrio”, reitera ele.
“Esperamos que, a partir dessa decisão, prevaleça o diálogo institucional e o respeito às regras multilaterais de comércio, assegurando segurança jurídica e previsibilidade para os produtores que dependem desse fluxo comercial”, finaliza o presidente, complementando que continuará acompanhando os desdobramentos da decisão da Corte e defendendo os interesses do setor junto ao governo brasileiro e às instâncias nacionais e internacionais de comércio.