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Unida articula em Brasília medidas emergenciais e a inclusão do setor na política de preço mínimo

Unida articula em Brasília medidas emergenciais e a inclusão do setor na política de preço mínimo

Representantes do setor canavieiro nordestino, liderados pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), estiveram em Brasília ontem, participando de reuniões estratégicas com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, com os ministros de Portos e Aeroportos do Brasil, o pernambucano Silvio Costa Filho, e o alagoano Renan Filho, dos Transportes, além de outras autoridades em busca de soluções emergenciais para minimizar os prejuízos acumulados na última safra e garantir condições para o andamento da atual. Em pauta ainda a inclusão do setor na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), do Governo Federal.

A reunião com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan teve articulação direta do presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta. Durante o encontro com o provável substituto do ministro Fernando Haddad, o presidente da Unida, Pedro Campos Neto apresentou documentos e expôs dados que subsidiam e reforçam a importância não apenas de uma ajuda emergencial, em forma de subvenção, mas, também a importância de implantação de políticas públicas que protejam o setor que é vital para a economia do Nordeste.

 “O produtor nordestino vem de uma safra extremamente desafiadora, marcada por adversidades climáticas, queda do preço e elevação de custos. Precisamos de apoio emergencial para garantir a continuidade da atividade, preservar empregos e manter a economia regional ativa e também de políticas públicas que protejam o setor, a exemplo da inclusão no PGPM”, destacou Pedro.

Entre os pleitos apresentados estão a renegociação de dívidas rurais, ampliação de linhas de crédito com condições diferenciadas, prorrogação de prazos de financiamento e criação de mecanismos que assegurem capital de giro com taxas diferenciadas para os fornecedores de cana. Mas, o mais urgente ponto da pauta foi o pedido de uma subvenção econômica para o setor amenizar a crise – uma política já adotada pelos governos Lula e Dilma em anos de seca extrema na região. Segundo Pedro essa subvenção emergencial, capaz de atender todos os produtores da região,  gira em torno de R$ 270 milhões.

A mobilização em Brasília reforçou a união das entidades nordestinas em defesa dos produtores, especialmente dos pequenos e médios fornecedores, que enfrentam maior dificuldade para absorver os impactos negativos da última safra. Segundo o dirigente da Unida, o objetivo foi construir soluções conjuntas que permitam não apenas atravessar o momento crítico, mas fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste, atividade responsável por milhares de empregos diretos e indiretos e fundamental para a economia regional. “Fomos muito bem recebidos, nossas reivindicações são justas e possíveis de serem atendidas e voltamos com a expectativa de avanços concretos nas negociações, a definição de medidas que tragam alívio para o produtor e o apoio dos ministros na defesa de nossa pauta”, finalizou Pedro Campos Neto.

O presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, o vice-presidente da Unida e presidente da Asplana, Edgar Antunes, Fabiano Franca, de Alagoas, o presidente do Sindicato dos Cultivadores de Cana-de-Açúcar (Sindicape), Gerson Carneiro Leão também integraram a comitiva de representantes do setor.

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