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Presidente da Abrasel contesta fim da escala 6×1 e projeta fechamento de empresas por apagão de mão de obra

Presidente da Abrasel contesta fim da escala 6×1 e projeta fechamento de empresas por apagão de mão de obra

A iminente votação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso, prevista para esta quarta-feira na comissão especial da Câmara dos Deputados, encontra forte resistência na experiência prática de quem gera empregos no setor de gastronomia e turismo na Paraíba. Como empresária e presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Paraíba, Thâmara Cavalcanti adverte que a extinção da escala 6×1 trará consequências severas para o segmento.

Mesmo adotando o modelo 5×2 durante a baixa temporada no Grupo Lovina, ela projeta a inevitável necessidade de reduzir o tamanho físico de seus restaurantes, uma medida drástica forçada pela falta estrutural de profissionais para cobrir os novos turnos obrigatórios.

Apagão de mão de obra

O diagnóstico da dirigente setorial aponta que o gargalo do crescimento econômico regional reside na escassez crônica de pessoal, o que inviabiliza a absorção de novas exigências legislativas sem repasse de custos. Thâmara ressalta que o desabastecimento de trabalhadores atinge tanto os contratos tradicionais quanto o regime de jornada flexível:

“O problema é a falta de mão de obra. É que hoje você quer contratar, horista não tem, você quer contratar celetista, não tem. E essa conta alguém tem que pagar”, enfatiza, alertando que os estabelecimentos voltados ao público de menor poder aquisitivo serão os primeiros a fechar as portas. As pressões sobre o segmento de hospitalidade no estado não se limitam às mudanças nas leis trabalhistas e exigem constante articulação institucional junto ao Poder Judiciário e à sociedade civil.

Segundo ela, a Abrasel-PB continua mobilizada em torno da Lei do Couvert, enfrentando a resistência e a incompreensão da opinião pública para demonstrar a realidade operacional dos negócios: “O acúmulo de novas obrigações fiscais e regulatórias ameaça diretamente o ritmo de expansão do turismo no litoral sul, área que já lida com a falta crônica de pessoal qualificado”.

Qualificação e experiência

Sua atuação na presidência da Abrasel-PB é respaldada pela sólida formação em Marketing e por uma bagagem prática na gestão de grandes ativos de entretenimento. Há dois anos liderando a categoria, ela comanda o Grupo Lovina, complexo que integra quatro restaurantes, central de distribuição e um empreendimento hoteleiro. Sua visão técnica do mercado local fundamenta a defesa de soluções que preservem a sustentabilidade das empresas paraibanas, buscando evitar que imposições legais acelerem o encerramento de atividades comerciais na região.

Cândido Nóbrega

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