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Sem o HNSN, Memorial São Francisco segue como única opção da GEAP na PB e preocupa beneficiários

Sem o HNSN, Memorial São Francisco segue como única opção da GEAP na PB e preocupa beneficiários

Após a saída do Hospital Nossa Senhora das Neves da rede de atendimento da GEAP, milhares de servidores públicos federais, estaduais e municipais beneficiários do plano na Paraíba passaram a conviver com apenas um hospital de referência, o Memorial São Francisco. A maior preocupação recai sobre idosos, superidosos, pacientes com comorbidades e famílias com crianças dependentes, que perderam o principal hospital privado disponível aos usuários da operadora no Estado.

Integrante da Rede D’Or, o HNSN concentrava atendimentos de média e alta complexidade e reunia consultórios, clínicas satélites e médicos especialistas que também assistiam beneficiários da GEAP. Com o encerramento dessa parceria, parte dessa estrutura deixou de atender pelo plano, reduzindo a oferta de serviços especializados.

O Hospital Memorial São Francisco, que já mantinha vínculo com a operadora em algumas especialidades, permaneceu como a única alternativa hospitalar na Paraíba, sem previsão de inclusão de outra unidade de porte equivalente.

Via-crucis e condição financeira como diferencial

Beneficiários relatam que consultas e exames passaram a demorar mais. No Memorial São Francisco, o atendimento ambulatorial é realizado na emergência, em uma sala pequena e frequentemente lotada, com registros de espera de até três horas para atendimento por apenas dois médicos. Nos casos em que a assistência não pode aguardar, quem dispõe de condições financeiras afirma recorrer à rede particular, já que o agendamento pelo plano pode levar meses.

A situação na Paraíba acompanha um movimento observado em outros estados. Hospitais de grande porte têm suspendido ou encerrado o atendimento aos beneficiários da GEAP Autogestão em Saúde em razão de impasses administrativos e financeiros. Em São Paulo, por exemplo, instituições como a Beneficência Portuguesa, unidades da Rede D’Or e o Hospital das Clínicas também deixaram de atender usuários da operadora, estruturada no modelo de autogestão.

Cândido Nóbrega

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