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Reumatologista do HULW-UFPB/HU Brasil explica os fatores de risco, as formas de diagnóstico e os cuidados para reduzir as complicações da doença

Reumatologista do HULW-UFPB/HU Brasil explica os fatores de risco, as formas de diagnóstico e os cuidados para reduzir as complicações da doença

No Dia Nacional de Combate à Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, a reumatologista Maria Roberta Melo, do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), vinculado à HU Brasil, alerta para a importância da prevenção ao longo da vida, do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado.

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da resistência dos ossos, o que aumenta o risco de fraturas. Como pode evoluir sem sintomas evidentes, muitas vezes é identificada apenas após uma fratura provocada por uma queda da própria altura ou até mesmo por um trauma leve.

De acordo com a especialista, os cuidados para manter a saúde óssea devem começar ainda na infância. A prática regular de atividade física e o consumo de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, contribuem para a formação da massa óssea durante o crescimento e a juventude.

A médica explica que a massa óssea atinge um platô de ganho por volta dos 30 anos. A partir dos 40 anos, as mulheres podem começar a perder massa óssea, processo que tende a se intensificar após a menopausa. “Por isso, manter hábitos saudáveis ao longo da vida é importante para reduzir o risco de desenvolver a doença e suas complicações”, destaca.

Idade e fatores de risco

Maria Roberta Melo ressalta que a osteoporose é mais frequente em mulheres após a menopausa, geralmente entre os 45 e 50 anos ou depois dessa faixa etária. Nos homens, a doença costuma surgir mais tarde, sendo mais comum a partir dos 70 anos. Entretanto, alguns fatores podem antecipar seu aparecimento, como tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, sedentarismo e uso de medicamentos corticoides.

A reumatologista também chama a atenção para dois equívocos comuns sobre a doença: acreditar que a osteoporose provoca dor por si só e pensar que ela atinge apenas mulheres. “A manifestação clínica mais importante é a fratura por fragilidade, e não a dor. Embora seja mais frequente no público feminino, homens também podem desenvolver osteoporose e precisam ser avaliados conforme a idade e os fatores de risco. As fraturas por fragilidade podem ocorrer após pequenos traumas, quedas da própria altura ou, em alguns casos, sem um trauma claramente identificado. Os locais mais comuns são a coluna vertebral, os punhos, o quadril, especialmente o colo do fêmur, e os ombros. Esses episódios devem servir de alerta para a investigação da saúde óssea”, alerta a médica.

Diagnóstico e tratamento

A densitometria óssea é o exame utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos e auxiliar no diagnóstico da osteoporose. Conforme os critérios mencionados pela especialista, a avaliação é indicada para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 anos. Pessoas com fatores de risco podem precisar realizar o exame mais cedo, especialmente mulheres após a menopausa e pessoas a partir dos 50 anos, conforme avaliação clínica.

O tratamento é definido de acordo com o risco de fraturas de cada paciente. Além dos medicamentos indicados conforme a avaliação médica, os cuidados incluem atividade física regular, alimentação adequada, ingestão suficiente de cálcio e correção de eventual deficiência de vitamina D. Em casos de intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite, a suplementação de cálcio pode ser considerada, conforme orientação profissional.

A prevenção também envolve evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, além de utilizar corretamente os medicamentos prescritos. A adoção dessas medidas contribui para a manutenção da saúde óssea e para a redução do risco de fraturas.

Atendimento no HULW-UFPB/HU Brasil

A osteoporose também pode ser acompanhada por outras especialidades, como endocrinologia e geriatria. O HULW-UFPB/HU Brasil conta com ambulatório específico para a doença, com atendimento às segundas-feiras pela manhã e previsão de acompanhamento de aproximadamente 50 pacientes por mês.

O acesso ao atendimento no hospital universitário é realizado por meio da regulação municipal. Para ser atendido no ambulatório, o paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde poderá passar por avaliação e, quando indicado, ser encaminhado para a regulação.

A identificação dos fatores de risco, a investigação adequada e a adoção de medidas preventivas são importantes para reduzir as complicações da osteoporose e preservar a qualidade de vida.

Sobre a HU Brasil

O HULW-UFPB faz parte da HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

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