Plantas nativas, uma paleta de cores aquecida e gentileza urbana estão entre as escolhas que orientam o paisagismo do Vertus Fascinna, novo empreendimento da GHC Incorporações no Jardim Oceania, em João Pessoa. Localizado ao lado do futuro Parque da Cidade e com entrega prevista para 2031, o projeto inaugura a linha Vertus, com unidades abaixo dos 100 m².
A assinatura do paisagismo é do Estúdio Lago, liderado pelas arquitetas Patrícia Lago, com 29 anos de experiência, e Bruna Lago. “O empreendimento está localizado em um lugar muito especial da cidade, em uma área com influência da praia, mas que também vai ficar em frente às futuras instalações do Parque da Cidade. Nosso trabalho de arquitetura paisagística é desenhar a forma como o Vertus entra em contato, na escala humana, com a cidade”, afirma Bruna.
Na entrevista a seguir, Bruna Lago detalha como o projeto foi pensado para dialogar com o mar, com o parque e com a cidade.
Um dos destaques do empreendimento é a proposta de gentileza urbana. Como esse conceito se traduz na prática e de que forma a calçada contribui para essa relação com a cidade?
Gentileza urbana é um termo que não deve ser usado de forma banal, e sim tratado com muita seriedade. No Vertus Fascinna, tivemos a oportunidade e a liberdade de projetar uma área generosa e verde voltada para fora do edifício. A calçada larga nos permitiu trabalhar com bancos e criar um respiro verde que esperamos que se integre ao futuro Parque da Cidade.
Enxergo a calçada como um dos espaços mais importantes de qualquer edifício, pelo contato e pelo impacto que ela oferece a todos, sejam pessoas que moram, visitam o empreendimento ou passantes. Acredito que é o nosso papel, enquanto arquitetos, construtores e agentes do mercado imobiliário, nos comprometer a entregar o melhor para a cidade.
A praça de convivência é descrita como o coração do empreendimento. Quais foram os principais desafios de conceber esse espaço e integrá-lo ao projeto?
Desde a primeira vez que vimos o projeto de arquitetura e nos deparamos com essa praça sabíamos que era preciso criar um ambiente belo, mas que também proporcionasse privacidade aos apartamentos ao redor. Trabalhamos junto com a arquitetura para otimizar as áreas de circulação e garantir acessibilidade sem perder o charme do ambiente. As linhas são minimalistas, mas conseguimos quebrar a rigidez com vegetação, materiais naturais e os próprios elementos da natureza que fazem parte da praça.
Como foi o processo de escolha das espécies que compõem o paisagismo? Quais critérios orientaram essa seleção?
Trabalhamos com alguns critérios. O primeiro foi utilizar o máximo possível de plantas nativas. E quando falo em nativas, não me refiro apenas a plantas tropicais, porque muitas delas vêm da Ásia ou da África. Neste projeto, quisemos trazer equilíbrio com espécies da nossa região, em especial da restinga, que se desenvolvem bem sob o impacto da maresia. O segundo critério foi trabalhar com uma paleta de cores mais aquecida. Além do verde exuberante das folhagens, buscamos florações em tons de amarelo e laranja, que fazem parte da paleta definida em conjunto com os interiores do prédio.
Para finalizar, como foi a experiência de desenvolver esse projeto em parceria com a GHC Incorporações?
Foi uma satisfação trabalhar com a GHC, uma empresa nova, mas que já demonstra experiência pelo padrão dos empreendimentos que vem apresentando. Também foi muito enriquecedor trabalhar com uma equipe multidisciplinar, composta pelos escritórios Paulo Macedo Arquitetura no projeto arquitetônico e Ponto3 Arquitetura nos interiores. Todos estavam comprometidos com a qualidade do produto. Essa troca entre os escritórios nos permite ampliar o olhar para além da nossa própria área de atuação. Saímos da era em que um só arquiteto desenhava o prédio e a cadeira que estaria dentro dele. Hoje, quanto mais profissionais envolvidos e colaborando desde o início, maior a possibilidade de entregar um produto coerente e de alta qualidade.