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Exercícios e terapias ajudam a controlar sintomas do Parkinson e melhorar a qualidade de vida

Exercícios e terapias ajudam a controlar sintomas do Parkinson e melhorar a qualidade de vida

Abordagem multidisciplinar e hábitos saudáveis podem retardar a progressão e preservar a autonomia dos pacientes

O tratamento da Doença de Parkinson vai muito além do uso de medicamentos. A adoção de uma rotina com atividade física regular, terapias especializadas e acompanhamento contínuo tem papel decisivo no controle dos sintomas e na manutenção da qualidade de vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 8,5 milhões de pessoas vivem com Parkinson no mundo.

No Brasil, a estimativa é de cerca de 200 mil pacientes, número que pode ser ainda maior devido ao subdiagnóstico, especialmente nas fases iniciais.

Entre os principais beneficios, melhora da mobilidade e do equilíbrio, reduz a rigidez muscular, previne quedas e estimjula a fala e a deglutição. Segundo o neurocirurgião Neuton Magalhães, o tratamento deve ser individualizado e envolver diferentes especialidades desde o início. “O Parkinson é uma doença complexa, que afeta não só o movimento, mas também a fala, o humor e até funções cognitivas. Por isso, o cuidado precisa ser integrado. Quando associamos medicação com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e atividade física regular, conseguimos não apenas aliviar sintomas, mas também retardar a progressão funcional da doença”, explica o médico.


Atividade física é “remédio complementar”

A prática regular de exercícios é considerada uma das estratégias mais eficazes no controle do Parkinson. Estudos mostram que pacientes fisicamente ativos apresentam melhor desempenho motor e menor perda funcional ao longo do tempo.
Entre as atividades mais recomendadas estão:


* Caminhada e exercícios aeróbicos leves
* Musculação adaptada
* Pilates e alongamento
* Dança e hidroginástica
* Treinos de equilíbrio

“O exercício funciona quase como um ‘remédio complementar’. Ele melhora a coordenação, reduz a rigidez e ainda traz benefícios para a saúde mental. O ideal é que seja orientado por um profissional, respeitando os limites de cada paciente”, reforça o médico.

Além da atividade física, outras abordagens são fundamentais:

* Fisioterapia: melhora postura, marcha e equilíbrio
* Fonoaudiologia: atua na fala e na deglutição
* Terapia ocupacional: auxilia na independência nas tarefas do dia a dia
* Acompanhamento psicológico: ajuda no enfrentamento emocional

O diagnóstico de Parkinson exige mudanças progressivas na rotina, mas não significa perda imediata de autonomia. “Com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, muitos pacientes conseguem levar uma vida ativa e independente por anos. O segredo está na regularidade do cuidado e no suporte da família”, destaca Nêuton Magalhães.

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