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João Pessoa se consolida entre os mercados imobiliários mais valorizados do Brasil

João Pessoa se consolida entre os mercados imobiliários mais valorizados do Brasil

No mercado imobiliário do Nordeste, João Pessoa e Maceió passaram a dividir o protagonismo da valorização recente, superando capitais mais maduras como Recife e Natal, onde o crescimento dos preços ocorre de forma mais moderada. 

O movimento não é episódico: em 2025, a capital paraibana registrou alta de 15,15% nos preços de venda dos imóveis residenciais, segundo dados oficiais do Índice FipeZap, consolidando-se entre os mercados mais dinâmicos da região.

No contraponto nacional, o mesmo indicador aponta valorização média de 6,52% no país, desempenho acima da inflação medida pelo IPCA-15. Embora o ritmo mensal tenha apresentado desaceleração no fechamento do ano, o ajuste é lido pelo setor como acomodação natural após um ciclo prolongado de alta, sem sinal de reversão estrutural nos principais mercados urbanos.

O pano de fundo urbano ajuda a compreender esse desempenho. Dados do IBGE mostram que João Pessoa ultrapassou 830 mil habitantes no Censo de 2022, com crescimento superior a 15% em relação a 2010, o maior entre as capitais nordestinas na década. 

A expansão populacional veio acompanhada do aumento do número de domicílios permanentes e da ampliação de áreas urbanizadas com infraestrutura, compondo um ambiente de demanda habitacional contínua.

Levantamento do Secovi

Sob a ótica setorial, a entidade indica que mercados com crescimento populacional consistente e valorização acima da inflação tendem a registrar maior velocidade de vendas e redução gradual do estoque pronto, criando ambiente favorável para novos lançamentos e formação de landbank.

Em João Pessoa, o valor médio do metro quadrado atingiu R$ 7.970 em 2025, patamar que reflete não apenas pressão conjuntural de preços, mas um reposicionamento estrutural do mercado imobiliário local, sustentado pela dinâmica urbana, reorganização da oferta e maior profissionalização do setor.

Recorte intraurbano

A leitura do mercado indica maior pressão de demanda em bairros consolidados e próximos à orla, como Manaíra, Tambaú, Cabo Branco e Altiplano, onde a liquidez é mais elevada. Em áreas de expansão recente, o apelo está no custo-benefício. 

Quanto às tipologias, apartamentos de um dormitório lideram o preço por metro quadrado, enquanto unidades de dois dormitórios concentram o maior volume de vendas, ajustadas ao perfil demográfico local.

Para incorporadores, construtores, corretores de imóveis e imobiliárias, o dado central já não é apenas a valorização, mas a necessidade de escolhas mais precisas sobre localização, produto e público, em um mercado que entrou em nova fase de maturação.

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