Uma escolha amadurecida ao longo dos últimos meses levou o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima a tornar público um gesto político raro, que foi de abdicar de uma disputa eleitoral para priorizar o estudo, a contribuição coletiva e a lealdade partidária. “Eu decidi não disputar a eleição no ano que vem”, reconhecendo que a atual configuração da oposição abre caminhos sólidos e merece somas sinceras, não disputas internas”.
Pedro afirmou que deseja ampliar sua capacidade de servir à vida pública por meio da qualificação acadêmica. “Vou resgatar um sonho antigo, que é fazer um novo mestrado, desta feita em políticas públicas”, disse, destacando que o conhecimento é o alicerce para quem busca compreender e enfrentar os desafios do Estado com preparo real. Ele enfatizou que seguirá colaborando com o PSD, partido ao qual foi confiada sua condução na Paraíba, registrando o compromisso de corresponder ao crescimento da sigla.
Ao revisitar uma década de atuação política, Pedro descreveu o que definiu como “a mais sincera e comovida gratidão” por cada apoio recebido. Lembrou disputas eleitorais, votações expressivas e responsabilidades assumidas, afirmando que sempre buscou retribuir tudo “com um trabalho dedicado, íntegro e honesto, sem se misturar com o que está errado”. O ex-parlamentar ressaltou que seu inconformismo permanece vivo, especialmente diante das desigualdades e do que considera o funcionamento ainda “de cabeça para baixo” do país.
Ativismo interior
O jovem político reafirmou vocações que orientam seu percurso: defesa da educação pública, luta por creches, políticas de primeira infância, alfabetização na idade certa e justiça social. “Existe um ativismo que não vai sair de mim”, afirmou, lembrando que se reconhece como alguém privilegiado e incapaz de ignorar as urgências de quem ainda busca o básico. Ao encerrar, agradeceu: “Muito obrigado por tudo”. E concluiu com serenidade e franqueza: não será candidato, mas seguirá colaborando com o projeto coletivo que escolheu sustentar.