Skip to content Skip to footer

Percentual de permuta imobiliária em João Pessoa bateu no teto, avalia construtor

Percentual de permuta imobiliária em João Pessoa bateu no teto, avalia construtor

Os percentuais praticados na permuta imobiliária, que na orla marítima chegaram a 50%, atingiram um patamar que limita novas elevações sem alterar de forma relevante a distribuição de riscos entre proprietários de imóveis e construtores. A avaliação é do construtor e corretor de imóveis Waldemir Lopes Júnior, que acompanha há décadas a dinâmica das negociações imobiliárias na capital paraibana.

Nos bairros da Zona Sul, especialmente no Conjunto dos Bancários, a evolução foi mais contida. Para ele, as permutas se tornaram mais esporádicas no mercado em que atua e os últimos negócios praticados, há cerca de dois anos, operaram no patamar de 25%. Na prática, o modelo consistia na entrega de dois apartamentos em um prédio com oito unidades ao proprietário do terreno.

“Historicamente, o avanço foi gradual: começou com um apartamento por lote, passou para dois, e depois incorporou complementações em dinheiro, aluguel temporário ou ajustes financeiros que ampliaram a vantagem do dono da área sem modificar formalmente o percentual da permuta”.

Na orla, permuta atinge o limite econômico

Em bairros como Tambaú, Manaíra e Cabo Branco, a lógica se intensificou. Waldemir observa que percentuais próximos de 50% passaram a ser aceitos mesmo em empreendimentos com elevado custo de construção, padrão superior e preço do metro quadrado mais alto, numa equação é objetiva: “Na permuta física, quem mais se beneficia é o proprietário do terreno, que não investe recursos na obra, não assume risco operacional e aguarda a entrega das unidades prontas. O construtor concentra o risco financeiro, a execução da obra e a exposição à oscilação do mercado”.

Ao projetar os próximos movimentos, o construtor avalia que o percentual de 50% já representa um teto consolidado, ainda que negociações muito específicas possam ultrapassar pontualmente esse índice.

Expansão para a zona sul

Sobre o conceito de que a cidade por não ter mais para onde crescer, o caminho seria a zona sul, ele exemplifica a consolidação da tendência com a valorização acelerada de determinadas áreas, especialmente ao longo da PB-008 e em regiões próximas ao Valentina como o Portal do Sol: “Lotes que custavam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil passaram a valer acima de R$ 300 mil, enquanto imóveis residenciais alcançaram valores próximos de R$ 1 milhão. Esse movimento ajuda a explicar por que a permuta física se tornou um ativo central nas negociações e por que, ao menos na orla, o mercado já opera no limite”, concluiu.

Mostrar comentáriosFechar comentários

Deixe seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.