Estes são os primeiros nomes já identificados na corrida pela nova Parceria Público-Privada de esgotamento sanitário estruturada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará. As três empresas apresentaram contribuições formais durante a fase de consulta pública, movimento que sinaliza interesse direto no projeto considerado, até o momento, o maior do país em volume de investimento no segmento.
A Cagece confirmou que recebeu 317 manifestações técnicas e jurídicas de agentes do setor, incluindo empresas de saneamento e escritórios especializados. O número de interessados é superior ao que aparece nominalmente, já que parte das contribuições é protocolada por meio de assessorias jurídicas. O desenho da PPP desperta atenção também de grupos financeiros e operadores de infraestrutura com atuação nacional.
Em nota, a Sabesp informou que mantém como prioridade a antecipação da universalização dos serviços de água e esgoto em São Paulo até 2029, acrescentando que novas oportunidades serão analisadas conforme alinhamento estratégico, viabilidade financeira e governança. Terracom e GS Inima não se pronunciaram.
Projeto em cinco blocos
Com investimento estimado em quase R$ 7 bilhões e potencial de retorno econômico de aproximadamente R$ 27 bilhões ao longo do contrato, a PPP tem como meta atingir 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033, em consonância com o marco legal do saneamento. Nesta etapa, cerca de 1,5 milhão de pessoas devem ser atendidas.
O projeto será dividido em cinco blocos, com regra que limita cada empresa a um bloco, admitindo um segundo apenas se houver lote deserto. O edital deve ser lançado até o fim de abril, e o leilão está previsto para ocorrer na B3 entre o fim de junho e o início de julho.
A nova PPP, somada à já operada pela Ambiental Ceará, deverá alcançar todos os 152 municípios atendidos pela Cagece nas áreas urbanas. O contrato terá duração de 28 anos, com remuneração condicionada a metas de desempenho.
Cândido Nóbrega