O acesso ao financiamento habitacional ganha novos contornos com a decisão do Conselho Curador do FGTS de ampliar os limites de renda e os valores dos imóveis no programa Minha Casa Minha Vida. A medida, aprovada nesta terça-feira (24), atinge diretamente beneficiários, construtores, corretores de imóveis e imobiliárias, ao reposicionar as condições de enquadramento e crédito.
Pelas novas regras, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200, acima do limite anterior de R$ 2.850. Na Faixa 2, o teto sobe de R$ 4.700 para R$ 5.000. Já a Faixa 3 avança para R$ 9.600, enquanto a Faixa 4, direcionada à classe média, chega a R$ 13 mil. A atualização amplia o público elegível e reposiciona o mercado imobiliário voltado à habitação popular e de médio padrão.
Imóveis financiados
Também houve ajuste nos valores máximos dos imóveis financiados. Na Faixa 3, o teto passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na Faixa 4, sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Segundo o conselheiro Sandro Pereira Silva, o impacto estimado é de R$ 500 milhões no orçamento de descontos e de R$ 3,6 bilhões em operações com recursos do fundo social, sem pressão adicional sobre o orçamento oneroso.
As mudanças ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor. Relançado na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa mantém a meta de ampliar o acesso à moradia e segue no centro das estratégias de financiamento habitacional. O conselho também deve deliberar sobre a retomada do FGTS-Saúde e a ampliação do Pró-Transporte, temas que interessam ao setor da construção e à mobilidade urbana.