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Condomínio corta árvores aparentemente saudáveis e transplantes terminam em novas mortes

Condomínio corta árvores aparentemente saudáveis e transplantes terminam em novas mortes

Os caules aparentemente sãos, das árvores mutiladas na calçada de um prédio na Rua Helena Meira Lima, em Tambaú, antecederam a remoção do que restou delas. O episódio ganhou um desfecho ainda mais preocupante com a morte, uma semana depois, das árvores, algumas já grandes, transplantadas nos mesmos locais. No meio fio, ainda permanecem restos de troncos e raízes.

Cortes, podas severas e anelamentos com o material perfurocortante concertina vêm se repetindo em diferentes pontos da capital, enquanto a fiscalização é questionada pela falta de resposta proporcional às agressões contra o patrimônio arbóreo público.

Os números do IBGE dimensionam a gravidade do problema. Em 2022, 53,2% dos moradores de João Pessoa residiam em vias com pelo menos uma árvore, contra 66% da população brasileira, deixando a capital na 17ª colocação entre as demais.

Bases vitais dos ecossistemas 

Para uma cidade vendida como a “Queridinha do Nordeste”, elas são essenciais para manter o equilíbrio da natureza, fornecer alimento, abrigo e locais de reprodução para a fauna, e garantir e ampliar a sombra e melhorar o conforto térmico.

A preservação da arborização urbana não pode continuar sendo tratada como detalhe em detrimento de outros interesses.

Cândido Nóbrega

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