O ato de amamentar o filho é um momento único que conecta mãe e filho. Porém, a amamentação é uma novidade para a mulher e o bebê que, muitas vezes, apresenta dificuldades que necessitam da adoção de estratégias para serem superadas. Visando reforçar as iniciativas positivas voltadas à amamentação é que a Campanha “Agosto Dourado 2026” tem como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona”. A Funasa Saúde, operadora de planos de saúde com mais de 30 anos de experiência, destaca a importância do acolhimento à mãe e a informação de qualidade na hora de amamentar o bebê.
A enfermeira obstetra e neonatologista especializada em lactação, Estelita Lima, os desafios da amamentação são normais para a mãe, principalmente as que têm o primeiro filho. “É um processo novo para aquele bebê que está aprendendo a mamar, para aquela mulher, para o companheiro, a família”, comenta. Contudo, ela aponta que a continuidade das dificuldades é que não deve ser normalizada e o caminho é a busca por orientação. A especialista afirma: “A informação de qualidade funciona”.
Estelita Lima conta que as dúvidas mais comuns das mães estão relacionadas à falta de segurança. “Insegurança que é natural, porque é um processo novo. Muitas vezes, as experiências que ela ouve das pessoas ao redor, dos amigos, na internet, isso pode trazer muita insegurança”, aponta.
Uma dúvida muito comum está relacionada se o leite produzido por aquela mulher é suficiente para amamentar o recém-nascido. “A informação e o conhecimento prévio transforma, porque você consegue compreender os sinais de saciedade do bebê, a observar durante a mamada se está sendo eficiente, embora você não esteja quantificando o volume que o bebê está tomando ali no seu peito”, comenta. Ela revela que a mãe começa com a continuidade do processo a compreender “quais são os sinais que mostram se aquele bebê está bem alimentado, bem nutrido”.
Outra dúvida comum é sobre se é normal sentir dor na amamentação. Estelita Lima afirma: “Um desconforto, um incômodo ali nos primeiros dias da amamentação, por adaptação, é até tolerável. Mas dor não é para existir. A amamentação não é para ser sofrida. Lesão, fissura, machucado, qualquer sinal de que tem uma ferida no mamilo, isso mostra que tem algo que pode ser melhorado”.
A especialista destaca, ainda, que persiste o mito se o leite materno é fraco. “A gente tem estudos que demonstram que o leite materno é completamente capaz de nutrir o bem. Então, não existe leite materno fraco!”.
Estelita Lima pontua que “uma mulher raramente consegue levar a jornada de amamentação sozinha da melhor maneira. Eu ouço muito dizer que a amamentação é solitária. Mas não precisa ser assim”. Ela acrescenta que “a mãe, a mulher que está alimentando, ela precisa de apoio, precisa de acolhimento para que a amamentação seja sustentada”. E aponta que a primeira forma de ajudar é com coisas simples no dia a dia, como levar uma água para ela beber, preparar uma refeição, assumir tarefas da casa, segurar o bebê para que a mãe consiga descansar, tomar um banho.
A consultora em lactação lembra que a mãe que acabou de ter um filho está vivenciando uma série de situações, como o pós-parto, a questão hormonal que o puerpério traz, com privação de sono. As pessoas que estão próximas a uma mulher que está vivenciando esse processo precisam aprender “a escutar sem julgar”, aponta. E orienta que se evite dizer frases como, por exemplo: “O bebê está chorando porque está com fome!”, “Ah! O meu filho mamava muito mais! O meu filho não chorava!” Esses comentários, mesmo que bem intencionados, minam a confiança.
Estelita Lima ressalta que a amamentação começa bem antes do bebê nascer. Ela cita ações como consulta pré-natal de amamentação, curso de preparação, participação de rodas de conversa, como possibilidades que contribuem para que a mãe se prepare para a fase após-nascimento do bebê.
Um facilitador no processo, ressalta a especialista, é a amamentação na primeira hora de vida da criança, a chamada “Hora de Ouro”. Ela enfatiza que estudos apontam que o contato pele a pele entre mãe e bebê na primeira hora de vida facilita a amamentação.
Para a mulher, Estelita Lima afirma que a amamentação já na primeira hora de vida do bebê contribui reduzindo o risco de hemorragia e, ao longo dos primeiros dias de vida da criança, contribui para o útero voltar ao tamanho normal mais rápido e a longo prazo está associada à redução do risco de câncer de mama, de ovário, de osteoporose. “A amamentação também libera hormônios que trazem calma e bem-estar para a mulher”.
Estelita Lima complementa: “Por mais que a gente ouça que a amamentação é natural, lembre-se que a amamentação não é automaticamente aprendida. Se não está fluindo, busque ajuda, procure uma consultora de amamentação, procure um banco de leite, procure apoio de profissionais que atuem com a amamentação. Buscar ajuda não é fracasso, é cuidado. Buscar ajuda para amamentar é cuidar melhor do seu filho”.
Sobre a Funasa Saúde
A Funasa Saúde é uma associação genuinamente paraibana que opera planos de saúde. Todas as informações sobre o processo de adesão à Funasa Saúde estão disponíveis no perfil no Instagram da Funasa Saúde (@funasasaude) ou através do telefone 3244-4220.
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