Sete meses depois de entrar em funcionamento, o Programa de Integração Judicial da Paraíba é considerado pelo desembargador-presidente Fred Coutinho, uma inovação importante na reorganização do primeiro grau. O IntegraJus reorganizou competências, unificou cartórios e modernizou a estrutura das unidades judiciárias, além de criar as Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri, com jurisdição sobre João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita desde fevereiro de 2026.
Ao defender a mudança na distribuição das competências, Fred Coutinho citou as comarcas vizinhas de Água Branca e Princesa Isabel, onde, segundo ele, havia unidades com cerca de 800 processos e outras com 3 mil. Para o presidente, situações assim permitem pensar na agregação de competências sem extinguir a comarca, preservando suas peculiaridades e garantindo que o cidadão continue realizando os atos judiciais no próprio município. Ele também afirmou que os números já mostram evoluções concretas e que as Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri vêm sendo acompanhadas diariamente pela gestão.
Estas Varas causaram, de certa forma, alívio a jurados, juízes e servidores, diante do avanço territorial de facções criminosas nos municípios, inclusive com infiltrações nos Poderes Executivo e Legislativo.
A conversa terminou longe dos processos, com Fred Coutinho falando sobre sua paixão pelo Botafogo-PB. Torcedor de arquibancada desde criança, por influência do pai, o também desembargador Júlio Aurélio Moreira Coutinho (in memoriam), ele descarta a ideia de se tornar conselheiro do clube. O sonho de participar da direção do Belo ficou na infância e adolescência. Sobre a SAF, considera que o modelo pode funcionar conforme as pessoas envolvidas e defendeu o crescimento dos clubes paraibanos pelos efeitos que o futebol produz na economia e na vida da população.
Cândido Nóbrega