Era para ser apenas mais um trajeto pela Rua Fernando Luiz Henriques dos Santos, uma das mais movimentadas do bairro do Bessa. Mas, em frente ao Sunset Flat, às 11h30 desta sexta-feira, um fio solto atravessou o caminho de uma motociclista.
Ela perdeu o controle da moto e foi arremessada contra a lateral de um carro estacionado, sofrendo ferimentos na mão esquerda e nas duas pernas. Segundo o seguidor que me enviou o vídeo e prestou socorro, o fio seria da Energisa.
O desfecho poderia ter sido muito pior. Em uma via de tráfego intenso, bastaria que a queda ocorresse para o lado oposto para que a motociclista fosse lançada sobre as faixas de rolamento, por onde circulam, inclusive, ônibus e caminhões.
Quem circula pela cidade sabe que essa cena não é rara
Cabos de energia, telefonia, TV por assinatura e internet despencam dos postes e ficam espalhados pelas calçadas e pistas, enrolados, partidos ou simplesmente abandonados, inclusive após furtos, como se já fizessem parte da paisagem urbana.
Durante o dia, já são difíceis de enxergar. À noite, com pouca iluminação, transformam-se em armadilhas praticamente invisíveis — e potencialmente fatais — para motociclistas, ciclistas e pedestres.
Com ou sem seguro, o proprietário do carro danificado terá de encaminhá-lo à oficina. A motociclista, por sua vez, levou para casa, além do enorme susto, ferimentos e dores que poderiam ter sido evitados.
Enquanto isso, os fios continuam espalhados ou pendurados pela cidade, à espera da próxima vítima.
Até quando vamos tratar como mero acaso aquilo que tem responsáveis, endereço e solução?
Cândido Nóbrega