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Uma corrente atravessada à porta de entrada, presa por um cadeado do lado de dentro. É o primeiro detalhe que salta aos olhos de quem passa pela Av. Argemiro de Figueiredo, no Bessa, diante do Edifício Vivi. A poucos metros da praia, num dos bairros mais valorizados de João Pessoa, o prédio parece ter feito uma pausa, sem movimento na portaria e sem sinais de moradores nas janelas.

Sinais na fachada ajudam a contar a história

Construído na década de 1990, o edifício evidencia passar por uma recuperação estrutural, aparentemente tardia e não é difícil entender o motivo. Quase trinta anos de frente para o mar cobram seu preço: a maresia corrói ferragens, descasca o concreto eventualmente insuficiente e exige de qualquer prédio da orla um cuidado que não admite atraso.

O nome oficial, Edifício Residencial Vivi Costa Oliveira, sugere uma assinatura da família proprietária ou da empresa responsável, costume de muitos empreendimentos da época. Com poucas unidades por andar, ao que parece, o Vivi pertence a uma geração de edifícios mais discretos, anterior às torres que hoje dominam a paisagem do bairro.

Por enquanto, a corrente segue na porta e o prédio, em silêncio. Quando a obra terminar, a orla do Bessa deve ganhar (ou não) de volta um vizinho de outros tempos, mais preparado para enfrentar o vento salgado que sopra do Atlântico.

Cândido Nóbrega

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