Na esquina das avenidas Monteiro Lobato e Epitácio Pessoa, em uma área de ligação entre os bairros de Tambaú e Cabo Branco, a poucas quadras da orla de João Pessoa, a construção de um prédio comercial segue inconclusa há anos. Os cinco andares já estão erguidos, com esquadrias instaladas, mas várias janelas permanecem abertas, assim como o térreo.
Sem fechamento, o espaço passou a ser usado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. Até a bomba d’água sumiu.
Um ex-trabalhador da obra conta que um banco espanhol com operação no Recife chegou a alugar os três primeiros andares e instalou equipamentos no local, inclusive um gerador de energia. Diante do atraso na entrega e da falta de elevadores, o inquilino desistiu do negócio. Retirou os equipamentos, mudou-se para um edifício no início da Avenida Edson Ramalho, no sentido do Retão para a Ruy Carneiro, e processou a construtora. Segundo ele, a instituição bancária venceu em primeira instância.
O projeto previa outro movimento para a esquina. “O térreo seria destinado a lojas, como uma farmácia e uma locadora, outros dois andares seriam destinados a salas e a cobertura a um restaurante panorâmico”, afirmou o operário. Hoje, nenhum desses espaços está em uso, e não há prazo definido para a conclusão da obra.
Cândido Nóbrega