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Brasil está criando gerações de brasileiros que não querem mais trabalhar, diz ministro do TCU

Brasil está criando gerações de brasileiros que não querem mais trabalhar, diz ministro do TCU

Em tom firme e carregado de preocupação, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, fez duras críticas aos programas sociais do governo federal, em especial ao Bolsa Família e ao “Pé de Meia”. Ao avaliar os rumos do país, o ministro afirmou que o Brasil corre o risco de formar “gerações e gerações de brasileiros que não querem mais trabalhar”, sustentadas por benefícios sem contrapartida.

Para Nardes, o estímulo à dependência do Estado mina o senso de esforço e dignidade do cidadão. Ele destacou que a pessoa só tem dignidade quando tem emprego, quando trabalha e se esforça por conta própria. Segundo o ministro, pagar para o estudante estudar, como faz o programa Pé de Meia, é uma distorção que pode gerar acomodação social. “Imagina você pagar para as pessoas estudarem, sendo que o estudo vai ser para elas mesmas”, observou.

Colapso na Previdência Social

O ministro lembrou que cerca de 94 milhões de brasileiros recebem algum tipo de auxílio, enquanto apenas 30% da população economicamente ativa mantém o sistema funcionando. “Quem está trabalhando é quem paga o Bolsa Família, mas não há contrapartida”, alertou, apontando que essa estrutura compromete o equilíbrio da Previdência Social. “Vai chegar o momento em que o país não terá perspectiva de pagar a Previdência futuramente”, advertiu.

Nardes ressaltou que o déficit previdenciário já ultrapassa a marca de R$ 430 bilhões e tende a crescer caso não haja mudança de mentalidade. “O Brasil está indo para uma situação de colapso na Previdência, já está colapsado”, afirmou. O ministro comparou o cenário com países asiáticos, como China e Japão, onde “todos trabalham e aprendem desde cedo o valor do esforço”.

Em sua análise, o ministro defendeu que a esperança nacional depende do resgate do valor do trabalho. “Cada cidadão precisa ter sentido na própria existência, e isso se conquista trabalhando, deixando legado para a família e para o país”, concluiu, em tom de advertência e de apelo à reconstrução de uma cultura de mérito e responsabilidade social.

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