Skip to content Skip to footer

Caged registra crescimento do emprego formal na construção civil paraibana

Caged registra crescimento do emprego formal na construção civil paraibana

Enquanto o Brasil experimenta diferentes ritmos de recuperação no mercado de trabalho, na Paraíba o setor da construção civil vem se destacando como um dos principais geradores de emprego formal, apoiado por políticas habitacionais e pela retomada de obras socioeconômicas. Para empresas, profissionais e fornecedores da cadeia produtiva, essa dinâmica representa previsibilidade para planejamento de obras e contratação de equipes especializadas.

Os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados atestam essa tendência. Entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, a Paraíba criou 80.216 empregos com carteira assinada, dos quais 11.454 foram no setor da construção civil, consolidando o setor como um dos pilares da geração de empregos formais no estado.

No mesmo período, o estoque total de vínculos formais passou de cerca de 468 mil para mais de 548 mil trabalhadores ativos, num salto que reflete a importância de frentes de obras financiadas por programas como o Minha Casa Minha Vida e projetos correlatos de infraestruturas urbanas e residenciais.

João Pessoa e Campina Grande

A comparação com dados de anos anteriores revela um crescimento significativo do setor. Em 2024, a construção civil na Paraíba já havia mostrado vigor, com um saldo positivo de aproximadamente 4.864 vagas geradas no ano, sendo João Pessoa responsável por cerca de 63% desse total e Campina Grande com 1.155 novas vagas formais no setor.  Já a série histórica desde 2020 mostra que o setor cresceu mais de 25% em dois anos, alcançando um dos maiores avanços entre todos os estados brasileiros desde a criação do Novo Caged.

No recorte municipal, a Capital tem apresentado forte protagonismo. Até outubro de 2025, a construção civil respondeu por cerca de 22,1% de todas as novas contratações formais, ou seja, 2 a cada 10 vagas criadas na cidade estiveram vinculadas ao setor, um indicativo claro do papel das obras residenciais e de infraestrutura na economia local.

 Em Campina Grande, embora o setor seja proporcionalmente menor do que na capital, os dados do Caged mostram saldos positivos recorrentes de empregos formais, incluindo geração de 504 vagas em outubro de 2025 e saldos acumulados ao longo do ano, reforçando sua relevância na matriz produtiva do interior paraibano.

Mercado de trabalho mais resiliente

Esses resultados combinam-se para evidenciar que programas habitacionais com impacto direto sobre a construção civil, como o Minha Casa Minha Vida, não apenas impulsionam a entrega de moradias, mas também sustentam a geração de empregos formais em toda a cadeia produtiva. Para o setor, isso significa mais demanda por mão de obra especializada, estabilidade contratual e um mercado de trabalho mais resiliente, com efeitos positivos sobre fornecedores, empreiteiras e serviços correlatos em toda a Paraíba.

Mostrar comentáriosFechar comentários

Deixe seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.