Skip to content Skip to footer

Consórcio de origem portuguesa executará parte do Complexo Viário do Altiplano

Consórcio de origem portuguesa executará parte do Complexo Viário do Altiplano

Consórcio de construtoras cariocas, liderado por empresa de origem portuguesa, firmou contrato com a Prefeitura Municipal de João Pessoa para executar etapas do Complexo Viário do Altiplano. O grupo reúne a ACA Alberto Couto Alves, a Santa Luzia Engenharia e a Alberto C. Alves S.A. do Brasil, representadas pelo administrador lusitano Américo Gomes de Almeida, que venceu licitação para construir dois de quatro viadutos.

O contrato abrange a construção dos viadutos 2 e 4, ambos na Avenida Ministro José Américo de Almeida (Beira-Rio) com conexões ao Altiplano, além de pontilhão, requalificação viária até a BR-230 e implantação de passagem inferior com ligação à Rua Vandick Pinto. O modelo prevê a elaboração de projetos e execução simultânea, com possibilidade de liberação antecipada de frações funcionais como viadutos e acessos para uso imediato da população, antes da conclusão total.

Com prazo de 36 meses, incluindo seis meses finais destinados a recebimentos e pagamentos, o contrato tem valor global de R$ 106,79 milhões e garantia de R$ 5,33 milhões. O cronograma físico-financeiro estabelece medições por eventos concluídos, permitindo divisão das obras em setores e condicionando pagamentos ao cumprimento integral de etapas previamente definidas, com restrições a aditivos conforme o regime adotado.

O pacote do Complexo Viário do Altiplano contempla quatro viadutos e um conjunto de intervenções que impactam diretamente a mobilidade urbana, engenharia de tráfego, valorização imobiliária e planejamento urbano. Para profissionais de engenharia, arquitetura, urbanismo e mercado imobiliário, o projeto altera a dinâmica de circulação e amplia o potencial de desenvolvimento da região.

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, no processo nº 04334/25, recomendou a suspensão da licitação ao apontar ausência de desapropriações prévias, fragilidades no planejamento e riscos de judicialização com impacto direto no cronograma e nos custos. Auditores também questionaram o fracionamento da obra em contratos distintos, o que pode comprometer a economia de escala e gerar conflitos operacionais entre empresas.

O presidente do CAU-PB, Ricardo Vidal, alertou que mobilidade urbana exige integração entre modais e planejamento amplo, destacando que a ampliação de vias para veículos tende a ser insuficiente sem políticas complementares. O contrato de nº 11.016/2025 foi assinado no último dia 16 de março.

Cândido Nóbrega

Mostrar comentáriosFechar comentários

Deixe seu comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.