O avanço persistente dos custos da construção civil voltou a impor desafios a incorporadores, construtores e consumidores. Em dezembro, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou variação de 0,51% e encerrou 2025 com alta acumulada de 5,63%, refletindo um ambiente de pressão contínua sobre preços de materiais e mão de obra, realidade sentida de forma direta em cidades como João Pessoa e Campina Grande, onde o mercado imobiliário mantém ritmo ativo.
No recorte regional, o custo médio do metro quadrado no Nordeste fechou dezembro em R$ 1.756,96, abaixo apenas da região Sul. Ainda assim, a variação mensal nordestina foi de 0,27%, sinalizando reajustes graduais que impactam obras residenciais e empreendimentos urbanos, especialmente nos principais polos paraibanos, onde a demanda por novos projetos segue aquecida.
Maior e menor variação
O Sudeste liderou a variação mensal em dezembro, com 0,97%, impulsionado por reajustes em todos os estados e por acordo coletivo em Minas Gerais. No acumulado do ano, o destaque foi o Centro-Oeste, com alta de 6,27%, enquanto a região Norte apresentou a menor variação em 2025 (4,62%), sendo a única a registrar recuo na comparação com o ano anterior.
O usto médio do metro quadrado na construção civil na Paraíba foi de R$ 1.817,93/m² em setembro de 2025, o maior valor entre os estados do Nordeste de acordo com dados do IBGE e SINAPI, considerando materiais e mão de obra.
Em novembro, o custo médio de R$ 1.836,57/m² manteve o estado no topo do ranking regional de custos da construção civil.
Entre os estados, Minas Gerais teve a maior taxa mensal em dezembro (3,34%), enquanto Mato Grosso liderou o acumulado anual (8,05%), puxado principalmente pelo aumento da mão de obra. Os dados integram o levantamento do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, referência nacional para orçamentos, planejamento e acompanhamento do setor.