Para esse feriado, dia de descanso, deixo a dica de Meu nome verdadeiro é Elisabeth, da pesquisadora francesa @adeleloupage. A partir de sua tese de doutorado, ela investiga a história da bisavó, diagnosticada com esquizofrenia na França dos anos 1950, submetida a uma lobotomia e mantida internada compulsoriamente por 17 anos.
Cinco de seus seis filhos foram concebidos durante a internação, após médicos indicarem a gravidez como tentativa de melhorar seu estado mental. A pesquisa examina a construção social da loucura e o controle exercido sobre mulheres que contrariavam os padrões de comportamento da época.
Entre os episódios investigados está a atuação do neurologista Walter Freeman, que cruzou os Estados Unidos no lobotomóvel, seu motor home, para demonstrar publicamente a lobotomia e disseminá-la em hospitais psiquiátricos.
Sob a promessa de tratar doenças mentais, o procedimento foi aplicado sobretudo em mulheres, muitas vezes submetidas à intervenção por não se enquadrarem nas expectativas sociais de comportamento feminino.
O livro, publicado pela @todavialivros tem 357 páginas /