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Emergências cardiovasculares: saiba quando é hora

Emergências cardiovasculares: saiba quando é hora

de buscar ajuda no pronto-socorro

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortes no Brasil. São mais de 1.100 mortes por dia, cerca de 46 por hora, uma morte a cada 90 segundos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Com tantos dados que assustam, quando saber se você está diante de um quadro de emergência e é hora de buscar ajuda no pronto-socorro?

Conforme o cardiologista e pesquisador Valério Vasconcelos, as doenças cardiovasculares representam 2,3 vezes mais que todas as causas externas (acidentes e violência) de morte e três vezes mais que as doenças respiratórias. “A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima, inclusive, que cerca de 400 mil cidadãos brasileiros morrerão por doenças do coração até o fim do ano”, afirma o especialista.

Como forma de alerta à população, Valério Vasconcelos lembra que há algumas situações clínicas que exigem socorro rápido e não podem esperar. São elas:

· crises hipertensivas;

· arritmias cardíacas;

· doenças isquêmicas do coração (diminuição da circulação nas artérias do coração devido a placas de gordura);

· doenças vasculares, como infarto do miocárdio (ataque cardíaco que ocorre em decorrência de um trombo que obstrui a artéria) e acidente vascular cerebral (derrame cerebral);

· e parada cardiorrespiratória.

O cardiologista explica que há alguns sinais do coração que indicam ida ao pronto-socorro mais próximo. “Dor no peito é um sintoma de alerta, principalmente se durar mais de cinco a dez minutos, aumentar a intensidade, piorar com o esforço físico ou estresse emocional. Desconforto entre a mandíbula e o umbigo é de origem cardíaca até que se prove o contrário. Alterações dos batimentos, inchaço e falta de ar podem ser devido a arritmias ou insuficiência cardíaca”, explica.

Há ainda outros sinais que exigem alerta. Tontura, alteração na fala e da visão, confusão mental e perda da consciência podem ser causados por um derrame cerebral.

“Já dor no peito e formigamento no braço esquerdo e pescoço, náusea, dor que irradia para as costas, o rosto e os braços, suor frio, palidez, dor no abdome, como uma sensação de gastrite, e, em casos extremos, o desmaio, podem ser sintomas de infarto”, pontua Valério Vasconcelos.

O cardiologista esclarece que, diante de um desses quadros, é essencial manter controle da ansiedade. “É importante controlar a ansiedade e o estresse. Ficar nervoso, ansioso e estressado pode complicar ainda mais a situação e faz a pessoa perder tempo, que, em situação de emergência médica, pode ser a diferença entre a vida e a morte”, argumenta.

Conheça outros sinais que exigem preocupação:

· Doenças isquêmicas do coração (angina e infarto) que se caracterizam por dor no meio do peito, que irradia para braços, pescoço e costas, por 10 a 15 minutos. É frequente a pessoa ter esses sintomas e achar que não é nada, ou confundir com outros problemas de saúde. Na dúvida, procure orientação médica.

· A angina e o infarto podem ser desencadeados pela atividade física e, em geral, os sintomas melhoram com repouso. A pessoa também pode sentir enjoo, falta de ar e fraqueza.

“Diante desses sinais, a pessoa deve se deitar ou sentar, como achar mais confortável, e chamar o serviço médico de urgência, ou ser levada ao hospital mais próximo”, orienta o cardiologista Valério Vasconcelos.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

ANGÉLICA LÚCIO

Jornalista | DRT- 1165

Contato: 83 98881-8992

angelicallucio@gmail.com

Em 07/07/2022

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