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Enade mostra que mensalidade alta na PB não garante qualidade no ensino médico

Enade mostra que mensalidade alta na PB não garante qualidade no ensino médico

Mensalidade cara não garante qualidade acadêmica nem assegura bom nível de ensino. Os resultados da segunda edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes identificaram diferenças relevantes na formação médica oferecida na Paraíba. Na avaliação, cursos que cobram valores elevados ficaram atrás de instituições públicas, demonstrando que preço não é indicador confiável de qualidade educacional no ensino superior.

Entre os cursos avaliados, o de Medicina da Universidade Federal da Paraíba obteve nota 4 em uma escala que vai de 1 a 5, desempenho superior ao das instituições privadas do estado. Já o UNIPÊ, em João Pessoa, e a Unifacisa, em Campina Grande, receberam nota 2, classificação considerada ruim pelo Inep. A Facene/Famene registrou nota 2, enquanto o Unifip, em Patos, ficou com conceito 3. A Universidade Federal de Campina Grande alcançou nota 4 em Campina Grande, evidenciando melhor desempenho das universidades públicas no estado.

Avaliação confirma padrão já indicado em 2025

Esse resultado do Enade dialoga diretamente com os dados do Conceito Preliminar de Curso (CPC), divulgados no ano passado, quando o curso de Medicina da UFPB também obteve nota 4, superando todas as instituições privadas da Paraíba que oferecem a mesma graduação, inclusive faculdades com mensalidades superiores a R$ 12 mil e sem hospital-escola próprio, segundo afirmação do presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Bruno Leandro a este jornalista.

O cruzamento entre os dados do Exame e do CPC legitima um diagnóstico consistente sobre o ensino médico no estado. Enquanto parte das faculdades privadas enfrenta dificuldades para alcançar padrões satisfatórios de avaliação, as universidades públicas mantêm desempenho superior mesmo diante de restrições orçamentárias e estruturais. O conjunto dos números aponta que qualidade acadêmica está mais relacionada à formação prática, à integração com o SUS e à solidez do projeto pedagógico do que ao valor cobrado em mensalidades.

Sanções

No total, 351 cursos participaram do Enamed, o que inclui também instituições não sujeitas a sanção do ministério, como as estaduais e municipais. Desses, 105, ou 30%, ficaram com desempenho considerado insuficiente.

O MEC entende que, por essa ser a primeira vez que o exame é aplicado, as punições, que valem até a próxima edição, serão gradativas. Vão de suspensão de ingresso no curso, nos casos mais graves (um total de oito casos), até proibição no aumento de vagas ofertadas.

Confira a lista completa clicando aqui

Leia também: https://candidonobrega.com.br/ufpb-honra-o-ensino-publico-ao-superar-faculdades-privadas-de-medicina/

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