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Entre o cartório e a pelada, tabelião se dedica ao Treze FC para preservar um patrimônio da PB

Entre o cartório e a pelada, tabelião se dedica ao Treze FC para preservar um patrimônio da PB

Entre o trabalho no 5º Tabelionato de Notas e Único Ofício de Registro de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas de Campina Grande do qual é titular e uma pelada com os amigos 40+, Raul Pequeno Sá encontra tempo para uma paixão que vem de família: o Treze Futebol Clube.

Ele é sócio-proprietário e herdeiro de uma relação iniciada pelo avô, um dos primeiros proprietários do clube. “A dedicação ao futebol paraibano também é uma forma de cuidar da história da cidade”, diz, com o entusiasmo que lhe é peculiar.

Raul participa das articulações para evitar que o Treze sucumba diante das dificuldades financeiras e do processo de recuperação judicial. Das negociações com credores surgiu um acordo que permitiu uma gestão mais profissional e transparente, abriu espaço para novos investidores e patrocínios e ajudou o clube a manter a folha em dia. O resultado esportivo também veio com a classificação na Série D e a garantia de calendário para 2027.

Patrimônio histórico

Para o tabelião, preservar o Treze ultrapassa a paixão de torcedor, pois considera o clube um patrimônio histórico, cultural e futebolístico da Paraíba e defende a participação de proprietários, Conselho Deliberativo, credores, Judiciário, poder público, torcedores e sociedade na construção de uma solução para as dívidas.

“O objetivo é manter o clube funcionando, cumprir os compromissos assumidos e evitar que um patrimônio de Campina Grande tenha destino semelhante ao de outros bens históricos abandonados após longas disputas, a exemplo do Hotel Tambaú, em João Pessoa, uma memória viva, falecida num ponto triste da cidade ”, afirma.

A recuperação judicial agora exige acompanhamento e organização, com participação do administrador judicial e do comitê de credores, além do envolvimento da torcida e dos sócios. Ele também aposta em projetos para 2026 e 2027 e quer ampliar a atenção sobre o futebol da “Rainha da Borborema”.

Em campo nas peladas

Fora dos compromissos institucionais como presidente do Instituto de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas da Paraíba (IRTDPJ-PB) e 2º vice-presidente da Anoreg-PB, mantém a ligação com a bola nas partidas amadoras. Aos 40 anos, brinca, prefere a pelada ao futebol competitivo para escapar das lesões: “Se não for assim eu não me atrevo não”.

E deixa um recado aos críticos de plantão: “Críticas, o mundo está cheio. Eu costumo dizer que a crítica é construtiva quando vem com solução ou com financiamento. Se você não tiver ideias, projetos ou dinheiro para financiá-los, é só um hater. E, para esse tipo de crítica, a gente não tem tempo a perder”.

Cândido Nóbrega

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