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Gilson Frade relativiza contexto político no imbróglio da Lei do Gabarito

Gilson Frade relativiza contexto político no imbróglio da Lei do Gabarito

O engenheiro civil, construtor e empresário ainda acredita em mediação e que o ministro do STF Edson Fachin aplicará a lei considerando a realidade de João Pessoa quando do julgamento do recurso da Prefeitura Municipal de João Pessoa para validar o art. 62 que ela própria revogou mediante Medida Provisória ainda não apreciada pela Câmara de Vereadores e que continua vigente.

Tal otimismo deve-se ao parecer parcialmente favorável da Procuradoria Geral da República e ao seu entendimento de inexistência de agressão ambiental. Ele repeliu o que considera narrativa de “liberação de espigões na orla”, disse que a lei respeita critérios técnicos.

Fatores políticos

“A Prefeitura delimitou ‘testada’ como método de medir altura e após 500 metros, flexibilização por variação da pseudo-maré”, argumentou, mas que respeita a decisão confirmada em grau de recurso pelos desembargadores do TJPB, dos quais goza de bom relacionamento pessoal e profissional, e que ao final a Justiça fará uma leitura precisa sobre lei consciente e distinguirá bons, maus construtores e excessos.

Na entrevista exclusiva que me concedeu, Gilson relativizou a dificuldade para a solução do imbróglio jurídico num ano eleitoral envolvendo os agora adversários Cícero Lucena e João Azevedo, pré-candidatos respectivamente ao governo do estado e ao senado da República. Há poucos anos efeitos interna corporis em nível de Sinduscon-JP foram sentidos na eleição para a FIEPB.

Por fim, com a postura sensata e equilibrada que lhe é peculiar, disse que após a irreparável perda pessoal do filho, iniciou uma transição dos canteiros de obras da construtora Original, que passou a ser mantida com parcerias, para a condição de CEO do Centro Cultural Intermares Hall e outras empresas, com outros membros dos EUA, e se reconciliado com o tempo.

Vida pessoal ressignificada

“Por quase 20 anos construí na cidade de Natal, o que involuntariamente me afastou da família. Por desígnios divinos, minha trajetória pessoal foi ressignificada, reorientada e hoje cuido de um neto que me tem como pai como referência e meu cotidiano inclui aliem de qualidade de vida, momentos de felicidade indescritíveis como acompanha-lo a atividades culturais e esportivas”, afirmou.

Ele continua a junto a outras referências no setor, como Irenaldo Quintans e Wagner Breckenfeld, integrar o Conselho de “Cabeças Brancas” do Sindusco-JP, contribuindo com experiência e acima de tudo sabedoria.  

Cândido Nóbrega

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