Uma mãe, moradora da cidade de Rio Tinto, no litoral norte da Paraíba, se disse surpreendida com a divulgação ontem e hoje da imagem de sua filha de 16 anos de idade em telejornais nos “programas de televisão JPB e TV Norte Paraíba”, identificando-a como uma prima sua, Alice Marques, vítima há alguns dias, de desaparecimento seguido de homicídio, cujo corpo e morte foram noticiados agora.
A genitora procurou na manhã desta quarta-feira (29), a delegacia local e noticiou que a imagem da sua filha menor foi feita sem nenhuma autorização, e que o fato está lhe causando muitos transtornos emocionais, pois o fato já se espalhou nas redes sociais, daí por que pediu à autoridade policial para tomar as providências legais cabíveis.
Pânico social
A menor afirmou que associação indevida de imagem como “morta” gerou danos emocional e psicológico, com o volume assustador de ligações telefônicas e mensagens de áudios e texto no Aplicativo WhatsApp, e com a exposição que “explodiu” em redes sociais e a fez apagar vídeos e fotos nos perfis e se recolher junto à familiares.
Ele relatou que ao ir hoje na cidade sentiu pelo olhar de outras pessoas as consequências da exposição pública sofrida e ao entrar com a mãe na delegacia policial foi abordada por uma delas, que disse tê-la achado “muito parecida com a falecida prima”. E que caiu no choro ao receber na ocasião print de conteúdo exibido por uma das TVs’, posteriormente apagado pelas emissoras.
A divulgação de imagens de pessoas em reportagens policiais exige cautela redobrada, especialmente quando envolve menores de idade. A identificação equivocada pode suscitar discussão sobre eventual violação dos direitos da personalidade, da imagem e da honra, além da apuração das circunstâncias em que ocorreu a divulgação. A existência ou não de responsabilidade dependerá da análise dos fatos, das provas produzidas e da atuação de cada um dos envolvidos.