Empresa detalha operação com mais de 8 mil colaboradores no estado e novos projetos voltados ao interior do Nordeste
O fundador e acionista da AeC, Antônio Guilherme Noronha, participou quarta-feira (20), em São Paulo, do Ceará Day, evento promovido pelo Banco do Nordeste (BNB), que contou com o apoio da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do e Governo do Ceará, que reuniu lideranças empresariais, financeiras e institucionais para discutir investimentos e desenvolvimento regional.
Durante o painel, Noronha apresentou a trajetória de expansão da companhia no Nordeste, com destaque para o Ceará, onde a AeC, uma das maiores empresas brasileiras de atendimento e relacionamento com clientes, consolidou uma de suas principais frentes de crescimento nos últimos anos. A empresa chegou ao estado em 2014, com a instalação da primeira unidade em Juazeiro do Norte, e, desde então, ampliou sua presença para outras cidades estratégicas, como Aracati e Brejo Santo.
Atualmente, a operação cearense reúne mais de 8 mil colaboradores, com previsão de alcançar 10 mil até o fim de 2026. “Poder compartilhar a jornada da AeC em um evento desta grandeza nos honra e orgulha muito. Nossa presença no Ceará já é consolidada após 12 anos de atuação, mas um momento como este deve ser aproveitado para relembrarmos da nossa chegada, das parcerias que construímos e para renovar nossos objetivos. Agradeço muito ao BNB pelo convite e parabenizo pela iniciativa”, completa Noronha.
Financiamento e inovação sustentam expansão
Um dos pontos centrais da participação da AeC no evento foi a relação com o Banco do Nordeste, que tem atuado como parceiro relevante na viabilização dos investimentos da empresa na região. Segundo dados apresentados no painel, a companhia mantém atualmente cerca de R$ 85 milhões em financiamentos ativos junto ao BNB, destinados principalmente à expansão das operações no Ceará, com destaque para as unidades de Juazeiro do Norte, onde a empresa atua há 12 anos e projeta novos avanços. Além da expansão física, parte relevante dos recursos está direcionada a iniciativas de inovação, com foco em novos modelos de atendimento baseados em tecnologia e trabalho remoto, voltados especialmente para cidades do interior do Nordeste.
De acordo com o BNB, os financiamentos realizados pela Instituição Financeira no Ceará chegam a cerca de R$ 10 bilhões por ano, sendo quase 60% dos recursos utilizados em operações de longo prazo. A principal fonte utilizada pelo BNB é o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), provido de recursos federais para financiar diversos setores da economia, como o agropecuário, industrial, agroindustrial, turismo, comércio, serviços, cultural, infraestrutura, dentre outros. O diretor de Negócios do BNB, Vandir Farias, afirma que o FNE atrai bastante interesse dos investidores por operar financiamentos com taxa média de juros de 10% ao ano, enquanto a taxa Selic está a 14,5% ao ano.
Interiorização como eixo estratégico
Durante o debate, Noronha destacou que a estratégia de crescimento da AeC no Nordeste está diretamente associada à interiorização das operações, com foco em cidades fora dos grandes centros urbanos.
Nesse contexto, a empresa tem estruturado uma nova frente de expansão por meio de projetos submetidos ao Banco do Nordeste, que incluem municípios em diferentes estados da região, como Aracati e Brejo Santo, no Ceará, além de cidades na Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A iniciativa está vinculada a uma linha de inovação que combina tecnologia, capacitação e modelos operacionais flexíveis, permitindo a ampliação da oferta de empregos formais em regiões com menor densidade econômica.
Ceará como plataforma de crescimento
Ao longo de sua apresentação, Noronha ressaltou que a decisão de investir no Ceará esteve associada à combinação entre infraestrutura, disponibilidade de mão de obra e ambiente institucional favorável. Noronha apontou que a relação com o governo estadual e com o Banco do Nordeste foi fator determinante para a consolidação da operação, tanto pela oferta de linhas de financiamento competitivas quanto pela articulação institucional necessária à implantação dos projetos: “Nos últimos cinco anos, a atuação da AeC no estado do Ceará contribuiu de forma relevante para a economia local, com mais de R$ 200 milhões injetados na região nos últimos 12 anos (CAPEX), além de R$ 120 em massa salarial, no último ano, revelou o executivo.
Escala regional e diversificação de clientes
A operação da empresa no Ceará atende clientes de diferentes segmentos, incluindo bancos, fintechs, telecomunicações, e-commerce e mobilidade, refletindo a diversificação da base de contratos da companhia.
Segundo Noronha, o modelo de crescimento da AeC combina escala operacional, tecnologia e formação de pessoas, com forte ênfase na inserção de jovens no mercado formal de trabalho, característica que tem sustentado a expansão da empresa no Nordeste.