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Sífilis pode ser silenciosa e exige diagnóstico e tratamento precoces

Sífilis pode ser silenciosa e exige diagnóstico e tratamento precoces

O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro, reforça a importância da prevenção, da testagem e do tratamento da infecção, que pode evoluir sem sintomas aparentes e causar complicações graves, especialmente durante a gestação.

Segundo o infectologista Rodolpho Dantas, do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG), a sífilis está entre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais frequentes nos consultórios. A transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas também pode acontecer da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto.

“O atrito da lesão com a pele e, principalmente, com as mucosas é suficiente para propiciar a transmissão. Não há necessidade de penetração, e outras formas de contato sexual também podem transmitir sífilis”, alerta o médico.

Como a infecção pode apresentar manifestações silenciosas, a testagem é fundamental para identificar os casos e iniciar o tratamento. O uso correto do preservativo também é uma medida importante de prevenção, assim como a realização de exames de rotina.

Na gestação, o diagnóstico durante o pré-natal e o tratamento adequado são essenciais para evitar a transmissão congênita. Sem o cuidado necessário, a doença pode provocar sequelas graves no bebê e exigir internação e exames invasivos.

O especialista destaca que tanto o diagnóstico quanto o tratamento são acessíveis e estão disponíveis na rede de saúde pública. Por isso, recomenda que a testagem seja considerada parte dos cuidados de rotina em todas as fases da vida, e não apenas entre pessoas sexualmente ativas.

“A sífilis infelizmente é muito frequente e tem formas muitas vezes silenciosas, mas tanto os diagnósticos quanto os tratamentos são fáceis, baratos e disponíveis em toda a rede de saúde”, reforça Rodolpho Dantas.

Sobre a HU Brasil

O Huac-UFCG faz parte da Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

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