A sucessão de prisões realizadas pela Polícia Civil da Paraíba contra estelionatários que exploravam o mercado imobiliário, de Bananeiras, em abril, ao Bessa, em maio, e agora à operação que prendeu pai e filho por golpes de locação em Campina Grande, mostra fortemente que as ações policiais prosseguem de forma efetiva no combate ao exercício ilegal da profissão de corretor de imóveis.
Hoje, por exemplo, a Operação “De Pai para Filho” desmontou um ciclo de anúncios falsos de imóveis, nos quais as vítimas pagavam calções sem jamais receberem as chaves. Conforme o delegado João Joaldo, o esquema atingiu dezenas de pessoas, sobretudo em Campina Grande, e se repetia com a mesma estrutura criminosa: imóveis pertencentes a terceiros eram usados sem consentimento e o dinheiro das vítimas se perdia antes mesmo de qualquer questionamento.
Outros padrões de fraude coibidos pela PC
Também integra essa sequência de casos a prisão, na Semana Santa, de Thaysa Emanuelle Bruno de Almeida, acusada de falsificações e locações irregulares em Solânea e Bananeiras. Segundo relato de seu ex-companheiro e corretor de imóveis Vicente Dias Spinelli Neto, ela utilizou indevidamente seu nome e o da empresa para produzir contratos falsos e repetir o mesmo procedimento: ofertar o mesmo imóvel a múltiplos interessados, receber o pagamento e desaparecer. A equipe comandada pelo delegado Pablo Everton Macedo Nascimento, de Solânea, pôs fim a uma série de prejuízos que vinha se ampliando impunemente.
Em João Pessoa, no caso registrado no Bessa em maio, um homem tentou vender por R$ 8 milhões um terreno com documentação falsificada e também foi preso pela PC, que por sua atuação eficiente em todo o estado, tem evitado que interessados se tornem mais vítimas desse e de outros tipos de fraude.