Conhecido como Bênção, o gestor em administração empresarial e corretor de imóveis descobriu, na dificuldade de lembrar os nomes de clientes, amigos e até familiares, a origem de uma identidade que o acompanha há muito tempo na vida pessoal, na atividade empresarial e no ministério cristão.
Inspirada na fé, a forma de tratamento passou a marcar seu relacionamento com as pessoas e se tornou uma característica pela qual é reconhecido em João Pessoa, em várias regiões da Paraíba e de outros estados.
Espiritualidade e energia positiva
Sempre que converso com Alessandro, percebo a serenidade, a paz de espírito e a energia positiva que transmite naturalmente, reflexos de uma espiritualidade que ele procura viver no cotidiano.
Segundo ele, tudo começou por uma necessidade prática. Como esquecia rapidamente o nome das pessoas, passou a chamá-las de “Bênção”. Com o tempo, o hábito ganhou um significado muito maior. “Já colho frutos de chamar as pessoas dessa forma, porque há quem esteja vivendo um dia difícil e, quando recebe esse tratamento, a autoestima começa a ressurgir.
Missão cristã de confiança e valorização das pessoas
Já ouvi pessoas dizerem: ‘Eu estava tão mal naquele dia, mas quando você ligou e disse: “É bênção, tudo bom, Bênção?”, eu pensei: “Rapaz, eu sou uma Bênção”‘. Aquilo mudou a autoestima daquela pessoa.” Para ele, o que nasceu de uma limitação pessoal tornou-se uma forma de levar palavras de incentivo, respeito e esperança a quem cruza seu caminho.
Essa identidade também ganhou espaço na vida empresarial. Alessandro conta que, quando atuava no comércio de veículos, um gerente de banco observou que poucas pessoas lembravam o nome da empresa, mas praticamente todos sabiam quem era “Bênção”. Hoje, no mercado imobiliário, ele afirma que continua cultivando o mesmo princípio de proximidade, confiança e valorização das pessoas.
Paralelamente, como presbítero da Assembleia de Deus e pregador itinerante, percorre bairros de João Pessoa e diversos municípios paraibanos ministrando a Palavra de Deus. “Eu posso aprender a letra, mas o poder da persuasão pertence ao Espírito Santo. Tenho me colocado como instrumento“, resume, ao explicar a convicção que orienta sua vida, seu trabalho e sua missão cristã.
Cândido Nóbrega