Uma obra embargada por cerca de 20 dias, por exemplo, pode gerar prejuízo equivalente ao dobro do valor que seria destinado à instalação de sistemas de segurança. A avaliação foi apresentada por Laudecir Gomes, fundador da Tela Segura Redes de Proteção, durante apresentação que acompanhei esta semana no auditório do Sinduscon-JP, sobre “Proteções coletivas com sistemas de redes de proteção – SLQA”.
O Sistema Limitador de Queda de Altura (SLQA) é um Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) destinado a proteger trabalhadores, materiais e objetos nos canteiros de obras. Nas edificações verticais, o sistema pode ser móvel e ascendente, acompanhando a elevação das lajes a cerca de 2,5 metros do perímetro da estrutura, ou fixo, no chamado Sistema U, que fecha os vãos dos pavimentos inferiores.
Composição do Sistema
A eficiência depende da capacidade de o conjunto suportar cargas dinâmicas e absorver impactos, e não de uma espessura específica determinada pela norma. As redes utilizadas no Brasil são predominantemente de poliamida e poliéster, materiais empregados também em cordas de segurança, resgate e rapel. O sistema inclui ainda cordas, costuras e hastes metálicas, conhecidas como forcas, que precisam atender às cargas previstas e passar por procedimentos adequados de instalação, manutenção e preservação.
A garantia inicial é de um ano, enquanto a vida útil pode chegar a dois ou três anos, dependendo das condições do canteiro, dos cuidados de conservação, das inspeções e de testes laboratoriais capazes de medir a perda de resistência. Em sistemas horizontais instalados sob grandes coberturas, como o Sistema S, a proteção contra sol e chuva pode prolongar a durabilidade. A fiscalização envolve órgãos como CREA e Ministério do Trabalho, com discussão sobre a capacitação de auditores para avaliar a conformidade técnica das instalações.
A experiência profissional de Laudecir Gomes no setor soma 30 anos, com a Tela Segura fundada em 1996 e registrada em 1997. Ele integrou, em 2012, comissão da ABNT sobre redes de proteção em edificações, participou da criação da Associação Brasileira das Empresas Técnicas e Instalação de Redes de Proteção e atualmente integra o CB02, comitê responsável pela NBR 17152, voltada às redes de proteção para o setor industrial, tendo a construção civil como principal mercado.
Cândido Nóbrega