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Alto padrão em João Pessoa começa em R$ 1,3 mi e imóveis ultra-luxuosos chegam a R$ 20 mi

Alto padrão em João Pessoa começa em R$ 1,3 mi e imóveis ultra-luxuosos chegam a R$ 20 mi

A ampliação do Minha Casa Minha Vida para imóveis de até R$ 500 mil também mexe com a forma como o mercado imobiliário classifica seus produtos. Segundo o corretor Ricardo Aialla, especialista em alto padrão em João Pessoa, essa faixa estabelece uma nova referência para o médio padrão, que pode chegar a aproximadamente R$ 1,3 milhão.

A partir desse valor começa, em sua avaliação, o alto padrão; entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões já aparece o público de alta renda: “Estou jogando o sarrafo lá em cima, mas algumas pessoas costumam dizer que a partir de R$ 3 milhões já é um imóvel de alta renda”.

Segundo o gestor comercial, imóveis acima de R$ 8 milhões entram na faixa ultra-rica, com empreendimentos que chegam a cerca de R$ 20 milhões, a exemplo do quadriplex de luxo no bairro de Miramar, em João Pessoa.

Parâmetro com elasticidade de valores

O preço, porém, não conta toda a história. Aiala cita dois apartamentos de R$ 1,2 milhão, um de dois quartos no Altiplano e outro de quatro quartos no Bessa, para mostrar como localização, idade, tamanho e características do imóvel interferem nessa classificação: Se você mora num quatro quartos por R$ 1,2 milhão, um prédio antigo, você mora num prédio, num apartamento de alto padrão. Só que esse parâmetro de valores nos deixa com uma elasticidade muito grande. É muito contraditório”.

No segmento mais elevado, além dos apartamentos do Altiplano, cresce a procura por casas em condomínios horizontais. Famílias com filhos pequenos buscam terrenos acima de R$ 1 milhão e podem investir outros R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões na construção, para que as crianças possam, por exemplo, andar de bicicleta com segurança nas ruas.

Conhecer o universo do cliente

Para Aiala, o corretor que atua com alto padrão precisa conhecer o universo do cliente, seus ambientes, referências e formas de comunicação. Capital cultural e capital social fazem parte dessa relação. As redes sociais facilitaram a entrada de novos profissionais nesse mercado e muitos já se intitulam de alto padrão, mas, na avaliação dele, não substituem preparo e capacidade de comunicação.

Indagado por mim sobre esse “fenômeno”, ele respondeu que para um corretor que está iniciando, é muito sedutor vender um apartamento de R$ 1, 2, 3 milhõe. e ter uma comissão elevada, mas ressalvou: “Óbvio que não é fácil, é um trabalho muito árduo a ser seguido. E para um corretor se identificar assim, tem que estar inserido no alto padrão do seu cliente”.

Autoridade no assunto

Aiala está entrando no quinto ano como corretor, mas chegou ao mercado imobiliário depois de já ter construído uma rede de relacionamento como fotógrafo de casamentos, inclusive de grandes construtores de João Pessoa e m apenas 40 dias na profissão, realizou sua primeira venda, de R$ 3,5 milhões.

Necessidade de levantar sarrafo do corretor

O respeitável profissional também defende maior rigor para a obtenção do registro no Creci-PB, para o qual só é exigida a escolaridade do ensino médio por cursos de formação duvidosa e relâmpago, o que gera baixa qualificação no mercado buscado ainda por profissionais liberais para fazer negociações diretas e evitar o pagamento de comissão a corretores. “Eu acho que se fosse exigida graduação, uma coisa desse gênero, a gente iria levantar muito o sarrafo do corretor de imóveis”, afirma.

Cândido Nóbrega

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