* Matéria publicada há 10 anos e que continua atual.
Os “puxadinhos” são extensões na maioria feitas ilegalmente em casas e botecos para utilizar espaços como mais um ambiente. Na avenida José Américo de Almeida (Beira-Rio), uma das mais importantes de João Pessoa, agora proliferam também os “puxadões”.
As expansões estão à vista de todos na verticalização das invasões de áreas públicas que privam pedestres de calçadas e quase chegam às pistas de rolamento. No trecho compreendido entre a Granja Santana e a TV Master, por exemplo, prédios de até três andares evidenciam que a alegada falta de moradia deu lugar à especulação imobiliária.
Através de improvisadas construções, algumas já em fase de acabamento, coladas a uma barreira e executadas à margem das mais elementares exigências técnicas e legais, como recuo e cálculo estrutural, os construtores dos puxadinhos e puxadões põem em risco a vida de pessoas.
Risco de acidentes com vítimas fatais, aliás, já não é novidade, diante do intenso fluxo de veículos e das casas e pontos comerciais construídos sobre as calçadas, em cujo local os totens eletrônicos que indicam o limite de velocidade pouco ou nada representam.
Tudo isso, porém, parece invisível à Prefeitura Municipal de João Pessoa, responsável pelo cumprimento do Código de Obras, Posturas e Urbanismo, sobretudo no tocante à concessão de alvará de licença para construção e embargo, bem como ao Crea-PB, que tem na fiscalização uma de suas duas missões institucionais, junto ao registro.
1 Comentário
by Joseane Reis Tanaka
Absurdo a prefeitura não interditar as falésias e deixar a beira rio chegar a esse ponto de irregularidade, como o prefeito da as ordens deve fazer uma geral nessa área irregular. Ao invés está criando obstáculos nas construções civis que faz crescer a cidade de João Pessoa. Construções irregulares essas sim tem que derrubar, invasão. Prefeito precisa melhor e não atrapalhar.