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Lembranças do Vaticano fortalecem a espiritualidade e a fé em Deus de Walter Ulysses

Lembranças do Vaticano fortalecem a espiritualidade e a fé em Deus de Walter Ulysses

A réplica do Vaticano que ocupa lugar de destaque na sala do tabelião Walter Ulysses guarda um significado que vai além da decoração. Titular do Cartório de Notas e de Registro de Imóveis Carlos Ulysses, em João Pessoa, ele associa a peça à sua vivência cristã, à espiritualidade cultivada ao longo da vida e às lembranças de uma visita marcante ao menor país do mundo, símbolo da religiosidade para milhões de pessoas.

Toda moldada em papel, a miniatura foi um presente recebido do funcionário João Rodrigues. A miniatura chama a atenção pela riqueza de detalhes e costuma despertar curiosidade entre os visitantes. “Parece mais um Lego. E, na verdade, é um Lego de papel, né?”, comentou Walter Ulysses. A peça é guardada com carinho e representa não apenas a admiração pelo Vaticano, mas também recordações de uma experiência que o impressionou profundamente.

Quando a fé encontra a reflexão pessoal

Durante a conversa que tivemos, ele recordou o episódio que mais despertou sua atenção durante a visita a um dos menores países do mundo. Além do teto da Capela Sistina, de Michelangelo, o que eu achei mais interessante uma grande e cadeira suspensa, perguntou qual seria sua finalidade. Segundo relatou, ouviu que o assento estaria relacionado ao momento em que o Papa receberia o Espírito Santo e a cadeira desceria. A resposta levou o tabelião a fazer uma observação fundamentada em sua interpretação bíblica: “Isto está em desencontro com a Bíblia, pois quando Jesus subiu aos céus, Ele disse: ‘ Eu vou vos deixar um consolador, que é o Espírito Santo que habitará em vós’. Então, habita em nós e não numa cadeira, conforme os ensinamentos de Jesus registrados nas Escrituras”.

Indagado sobre a origem de sua espiritualidade, fé e serenidade. Ele respondeu que encontra na Bíblia um livro de fé e prática capaz de orientar a vida nos momentos mais difíceis. “A fé não é aquilo que a gente vê, é aquilo que nós não vemos, mas cremos. É como o vento. O vento você não vê, mas você sente”, afirmou. Para ele, as lutas enfrentadas ao longo da trajetória ensinaram a importância da serenidade, da confiança em Deus e da convicção de que a fé se manifesta diariamente por meio das experiências, do testemunho e da esperança que sustentam a caminhada humana.

Mais do que uma conversa, foi um bálsamo para a alma e uma lição de vida cada vez mais necessária nos dias atuais, vindas de um amigo que admiro pelo profissionalismo e sobretudo pela serenidade.

Cândido Nóbrega

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