Houve um tempo em que revistas volumosas ocupavam mesas e salas de espera de consultórios e clínicas médicas, disputadas por quem folheava páginas enquanto aguardava atendimento, às vezes umedecendo o dedo em pequenos recipientes próprios ou, sem cerimônia, na própria língua.
Com o advento da televisão, do conteúdo digital e, sobretudo, das redes sociais, elas foram perdendo espaço, leitores e prestígio. Hoje, algumas permanecem discretamente esquecidas em cantos menos visitados das salas de espera, como vestígios de um hábito que já fez parte da rotina de muita gente.