Segundo a instituição, foram identificados indícios de procedimentos administrativos sem respaldo legal, fraudes em licitações e admissões de pessoal sem concurso público. As condutas podem configurar crimes como peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante as diligências, dois investigados foram presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo, além do bloqueio judicial de bens milionários vinculados a pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Na Operação Risco Biológico, foram cumpridos 28 mandados em cinco estados, após denúncias apresentadas em 2024 indicarem contratos irregulares e pagamentos realizados sem a execução dos serviços, levantando questionamentos sobre o controle interno da autarquia.
O caso se insere num contexto de recentes determinações do Tribunal de Contas da União envolvendo o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 11ª Região, que recebeu prazo de 180 dias para corrigir irregularidades como ocultação de dados no Portal da Transparência, indícios de superfaturamento e uso de mais de R$ 1,5 milhão para custear defesas pessoais de dirigentes.
A auditoria também apontou gastos de R$ 4 milhões em passagens apenas em 2024 e o abandono de um imóvel de R$ 22 milhões, além de contratações sem concurso público, ampliando o debate sobre gestão e transparência em conselhos da área da saúde.