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Sinais de ADEMI na Paraíba simbolizam insatisfação de categorias e vácuo de representação

Sinais de ADEMI na Paraíba simbolizam insatisfação de categorias e vácuo de representação

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a natureza não tolera o vazio. Todo espaço desocupado acaba tomado, de forma imediata e espontânea, pela matéria que está ao redor. No vácuo deixado no mercado imobiliário e da construção civil não é diferente.

Quando profissionais percebem que as verdadeiras pautas da categoria já não são defendidas à altura pelo órgão e sindicatos que deveriam, e sentem que diálogos dos dirigentes com poderes públicos passam a atender a interesses pessoais inclusive político-partidários e não coletivos, concluem que a representação legítima deixou de existir e alguém vai preencher esse vácuo.

A Paraíba ainda não tem uma Associação das Empresas do Mercado Imobiliário, entidade presente em ao menos 11 estados e no Distrito Federal, mas isso pode mudar.

Em estados vizinhos como Pernambuco e Bahia, essas associações reúnem incorporadoras, construtoras e imobiliárias para defender pautas do setor junto ao poder público, produzir dados de mercado e promover feiras.

Primeiros sinais

Por aqui, os sinais de que a ideia ganha corpo já aparecem nas visitas que um entusiasta do projeto e potencial presidente começou a fazer a colegas, tanto corretores autônomos quanto donos de imobiliárias e construtores.

Para um desses profissionais, os primeiros passos foram dados. Para outra, é um caminho sem volta. Os dois pediram para não ser identificados, por temer represálias na forma de fiscalização. Um deles afirma que há pressão sobre quem simpatiza com a iniciativa. “Muitos colegas estão sendo convidados para compor comissões em troca de silêncio, mas nem cogitamos aceitar, pois jetons e diárias não nos compram”, disse.

Cândido Nóbrega

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