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Intervenções na orla da Paraíba só com validação científica, alerta MPF

Intervenções na orla da Paraíba só com validação científica, alerta MPF

“Não pode haver nenhuma intervenção, seja do tipo de engorda ou qualquer outra relacionada à contenção do mar, sem que antes haja uma análise científica por esse painel científico, sem que haja uma votação no seu âmbito”. A afirmação do procurador do Meio Ambiente do Ministério Público Federal, João Rafael, delimita o novo modelo de decisões sobre a orla da Paraíba, baseado em evidência técnica e governança compartilhada.

 O eixo dessa estratégia é o Projeto PREAMAR, estruturado pelo MPF com apoio do governo estadual, com investimento superior a R$ 10 milhões e participação de especialistas de diversas universidades do Brasil e do exterior. O levantamento cobre toda a zona costeira sob aspectos físicos, ambientais, econômicos e sociais, com uso de tecnologia avançada para mapear correntes marinhas, sedimentos e dinâmica costeira.

 TAC e medidas imediatas

 Como base jurídica, os nove municípios do litoral firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta que submete qualquer intervenção ao crivo do painel científico do PREAMAR. A regra alcança desde obras de contenção até projetos de engorda da faixa de areia. Enquanto o diagnóstico geral não é concluído, estudos emergenciais já orientam decisões locais, como nos casos do Bessa, da Praia do Sol e da Baía da Traição, onde intervenções foram revistas ou ajustadas para evitar perdas ambientais.

 O acordo também prevê medidas imediatas contra irregularidades, incluindo a demolição de obras executadas sem autorização e a responsabilização de quem construiu por eventual retirada de entulhos. Um caso recente ocorreu no Lovina, em Ponta de Campina, com intervenção do poder público. O MPF aguarda a conclusão do diagnóstico completo, previsto para mais de um ano, para definir diretrizes definitivas de ocupação e proteção costeira.

Cândido Nóbrega

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