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Corretores de imóveis alegam risco de desaceleração nas vendas para tentar revogar lei de autoria do TJPB

Corretores de imóveis alegam risco de desaceleração nas vendas para tentar revogar lei de autoria do TJPB

Segundo o corretor e conselheiro do Creci-PB, Alessandro Velloso, “são mais de 20 mil profissionais que terão as suas vendas, os seus remuneramentos desacelerados”, porque o impacto econômico vai desacelerar as vendas e impactar famílias.

Para “Benção”, como é mais conhecido, os construtores da Paraíba têm sido “heróis humanistas, tendo em vista o excedente de custo de insumo”, e exemplificou o valor do m² no bairro do Cabo Branco, que considerou exclusivista para pessoas de outros estados com poder aquisitivo melhor.

Vale lembrar que independentemente do preço do imóvel, as taxas cartorárias devidas estão sujeitas a um teto e parte do valor arrecadado é repassada a órgãos e fundos públicos estaduais, enquanto o restante custeia a manutenção da serventia, infraestrutura, tecnologia, certificações e folha de pagamento dos funcionários.

Já a comissão pela intermediação da venda por um corretor costuma corresponder a 5% do preço do imóvel, o que representaria,por exemplo, R$ 250 mil em uma transação de R$ 5 milhões, com pagamento integral, com ou sem nota fiscal ou até com documento emitido por terceiro.

Há 15 dias, ele negou liderar o movimento patrocinado por um sindicato para revogar a lei que beneficia própria categoria que representa. “Não encabeço nada e nem assinei abaixo-assinado. Não entrei nesse negócio onde sei que a categoria não é unida”, declarou, surpreso e incomodado ao perceber que um story publicado em seu perfil no Instagram sobre o assunto foi interpretado e compartilhado, inclusive em grupos de WhatsApp, como se estivesse à frente da mobilização.

Delegado

O corretor Thallys Jones, delegado do Conselho (que realizará eleição para a nova diretoria no próximo ano), manifestou preocupação com os efeitos da lei em vigor que será aplicada a partir de janeiro. Para o representante do órgão, a construção civil é a base da economia, e os profissionais precisarão explicar aos clientes a atualização dos valores durante as negociações. “Como é que a gente vai tramitar essa negociação?”

Classificada como “abusiva” por alguns críticos, a Lei 14.343/2026 resultou de um trabalho conjunto iniciado há oito anos, com participação do Judiciário, do Ministério Público Estadual e da OAB-PB, para atualizar a defasada tabela de emolumentos, que datava de 1992.

A tramitação passou pela Corregedoria, pela Presidência e pelo Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba, foi submetida ao Conselho Nacional de Justiça, recebeu aprovação da Assembleia Legislativa e foi sancionada pelo governador.

Muitos dos valores desses novos serviços já eram regulamentados pelo Judiciário por meio de decisões e resoluções. A nova lei apenas sistematizou essas cobranças, incorporando também novas reduções, isenções, gratuidades e limites.

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