A inauguração da instituição ocorreu na manhã desta sexta-feira (28) no auditório da Escola Superior da Magistratura, no Altiplano, em João Pessoa, acompanhada de uma capacitação ministrada especialista em Tecnologia e Segurança da Informação Márcio Bordignon sobre o Provimento CNJ nº 213/2026 e as novas exigências tecnológicas e de segurança da informação para os serviços extrajudiciais.
Para o presidente da Anoreg-PB, Carlos Ulysses Neto, a abertura representou um momento marcante para a atividade notarial e registral estadual, especialmente pela escolha do tema inaugural, que trata de obrigações tecnológicas nos cartórios e envolve questões como inovação, eficiência e responsabilidade na prestação dos serviços à população.
Um marco histórico
Assim o diretor-geral da ENOR-PB, Danilo Martins classificou o momento e acrescentou que a escola terá entre seus objetivos ampliar a capacitação de titulares, substitutos e colaboradores: “Esta iniciativa abre uma programação que pretende reunir a categoria e contribuir para o aprimoramento e a eficiência dos serviços oferecidos à população”.
A juíza-corregedora Renata Câmara Belmont destacou a satisfação em acompanhar o nascimento da ENOR-PB e o início de uma série de atividades destinadas à capacitação da categoria. Para ela, que representou o desembargador corregedor-geral de Justiça, Leandro dos Santos, os conhecimentos adquiridos pelos profissionais terão reflexos na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, empresas e entidades, inclusive nas localidades mais distantes do Estado.
Momento oportuno
Lucas de Brito Pereira, presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Paraíba lembrou que a aprovação em rigoroso concurso público não é suficiente para acompanhar uma atividade submetida a constantes mudanças legislativas, normativas do CNJ e atualizações do Código de Normas. Assim, a escola surge em momento oportuno, por tratar de tecnologia, área que pode apresentar maior complexidade para profissionais oriundos da formação jurídica e exige compreensão para a implementação das novas exigências nos cartórios.
A prestação dos serviços extrajudiciais também depende de uma estrutura que vai muito além de quem está à frente do cartório, observou Raul Pequeno Sá, presidente do Instituto de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas da Paraíba (IRTDPJ-PB), que chamou a atenção para o trabalho de servidores, auxiliares, colaboradores e desenvolvedores que integram essa cadeia: “Cartórios não “vendem carimbo”, mas prestam um serviço público baseado em segurança jurídica, sigilo de dados e responsabilidade, daí porque a tecnologia e a inteligência artificial precisam ser utilizadas de forma responsável”.
A importância de manter os profissionais atualizados diante das mudanças normativas e tecnológicas foi destacada por Cláudia Marques, presidente do Registro de Imóveis do Brasil – Seção Paraíba (RIB-PB). Para ela, a capacitação permanente é necessária para acompanhar as novas exigências que chegam aos serviços notariais e registrais e assegurar que os procedimentos adotados pelos cartórios estejam adequados às transformações da atividade.
Cândido Nóbrega – Ascom Anoreg-PB