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Templo no Cabo Branco levanta dúvidas sobre mobilidade urbana, circulação e estacionamento

Templo no Cabo Branco levanta dúvidas sobre mobilidade urbana, circulação e estacionamento

Os dois estacionamentos internos do templo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Cabo Branco, somam 72 vagas para automóveis. O número corresponde, na prática, ao parâmetro de uma vaga para cada 50 m² da área construída de 3.579,92 m² registrada no alvará previsto pela legislação de uso e ocupação do solo de João Pessoa para esse tipo de empreendimento.

Templo no Cabo Branco levanta dúvidas sobre mobilidade urbana, circulação e estacionamento

Os dois estacionamentos internos do templo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Cabo Branco, somam 72 vagas para automóveis. O número corresponde, na prática, ao parâmetro de uma vaga para cada 50 m² da área construída de 3.579,92 m² registrada no alvará previsto pela legislação de uso e ocupação do solo de João Pessoa para esse tipo de empreendimento.

Cumprir esse parâmetro, porém, não significa que as vagas sejam suficientes para o movimento projetado ou para a capacidade máxima do templo. Nos documentos analisados, não consta o número máximo de pessoas previsto nem estudo relacionando a quantidade de vagas ao público esperado nas celebrações e demais atividades.

Demanda de veículos

Hipoteticamente, se 500 pessoas estiverem simultaneamente no templo, as 72 vagas equivaleriam a cerca de um veículo para cada sete pessoas. O cálculo, isoladamente, não permite afirmar que as vagas serão suficientes, já que parte do público pode chegar de ônibus, aplicativos, carona ou outros meios. Das vagas, serão 66 vagas para carros, quatro para idosos, somente duas para PCD’s e treze para motos. Na área interna também terá um bicicletário com sete vagas.

A questão é saber se houve estudo específico da demanda de mobilidade, quantos veículos poderão chegar ao mesmo tempo, como será distribuído o fluxo entre carros, motos, ônibus e outros meios e qual a capacidade das vias nos horários de maior movimento.

Entrada e saída de veículos

Para carros e motos será pela Rua Paulino Pinto, uma via estreita que fica ainda mais limitada no trecho final por um canteiro que reduz a circulação e, em determinado ponto, por blocos de concreto conhecidos como “gelo baiano”.  O local hoje utilizado pela obra conta com meio-fio rebaixado para a passagem de máquinas e materiais. O parecer da Diretoria de Estudos e Pesquisas Ambientais da Semam-JP, elaborado a partir do Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA), não apresenta avaliação específica da capacidade dessa via.

Saída para ônibus

Os ônibus que estacionarem no templo terão saída pela Avenida Beira-Rio, perto da ponte sobre o Rio Jaguaribe, por um acesso utilizado atualmente para a entrada de painéis pré-moldados e outros materiais e para a retirada de entulho. Durante a construção, caminhões e outros veículos pesados ocupam parte da pista em qualquer horário e o trânsito é “controlado” por operários e cones.

Apesar de o projeto ter sido aprovado há um ano e do ritmo acelerado da obra, não consta, nos documentos analisados, informação da Semob-JP sobre estacionamento externo ou áreas específicas para embarque e desembarque de parte dos membros que podem chegar também em veículos por aplicativo e carona, bem como sobre locais e a quantidade de paradas de ônibus, considerando o período noturno, quando questões de segurança e iluminação, especialmente para mulheres, ganham relevância

A proximidade com o trecho previsto para o Viaduto 3 do Complexo Viário do Altiplano acrescenta outra questão à circulação. O futuro equipamento terá ligação com a Rua Paulino Pinto, o que torna relevante saber se e como foi considerado o fluxo de veículos, ônibus, pedestres e passageiros de aplicativos nos horários de maior concentração.

Cândido Nóbrega

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